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A comunicação do Lar
( 5253 visitas )

Publicado em: 1/2/2006
Por: José Antônio Corrêa
Igreja Evangélica Batista de Viradouro - Viradouro/sp
pr.correa@proveg.com.br
 

GN 2.18-25


I. Introdução:



1. O casamento é uma relação de comunhão espiritual, pois ao nos casarmos nos tornamos uma só carne com nossa esposa, e nossa esposa torna-se uma só carne conosco. Esta comunhão pode ser quebrada, maculada se não zelarmos de uma forma sábia para mantermos um relacionamento de acordo com os princípios da Palavra de Deus.

2. Para que haja um bom relacionamento, deve haver a “comunicação” no lar. A comunicação se expressa por três elementos: Falar, ouvir e compreender. Um dos problemas mais sérios com relação ao casamento é a interrupção da comunicação, que pode ocorrer de forma gradativa. Vamos ver as principais armas que destroem a comunicação no lar:


I. COMPORTAMENTO TEMPERAMENTAL POR UM OU PELOS DOIS CÔNJUGES


1. Um comportamento temperamental certamente nos levará ao que chamamos de “explosão de nervos”, ou “acesso de raiva”. Temos que admitir que a explosão de nervos, ou acesso de raiva, é um dos meios mais comuns para a defesa própria, isto por algumas razões:

a) Produz um ambiente de discussão que causa mais mal do quem bem;

b) Mostra ao nosso cônjuge que nossa calma é limitada;

c) Esta explosão de nervos implica num fechamento da comunicação de um para com o outro.


Vejamos como tratar com a explosão de nervos:


Ef 4.26-27, “26 Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. 27 Não deis lugar ao diabo”.

Tg 1.19-20, “19 Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. 20 Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.



II. IRROMPER EM LÁGRIMAS



1. Normalmente as lágrima são acompanhadas da explosão de raiva. Alguns pontos:


a) As lágrimas ocorrem mais freqüentemente nas mulheres, e é um tipo de recurso psicológico utilizado na autodefesa;

b) Após o surgimento das lágrimas, a conversa é interrompida bruscamente.



III. CRÍTICA


1. Normalmente quando recebemos uma crítica, acionamos nosso mecanismo de defesa psicológico:

a) A tendência natural é rebater a crítica e criticar também;

b) Os que têm personalidade mais forte conseguem “derrotar” o cônjuge, criticando-o bastante e assim sempre evitam aqueles assuntos que não são nada agradáveis. Isto destrói a comunicação e não ajuda em nada o casal.



IV. GREVE DE SILÊNCIO



1. Quando o tempo fica quente, alguns preferem não falar, refugiando-se na leitura de um livro, corre para o banheiro, ou saem de casa:

a) O silêncio é uma arma irritante para aquele contra quem é usada;

b) A arma do silêncio geralmente aparece sob duas formas:

b.1) Isolamento;

b.2) Ressentimento.



V. FALAR INCESSANTEMENTE


1. Quando se fala mais do que a boca, não se dá tempo e oportunidade a ninguém mais falar. Lembre-se, para que haja uma boa comunicação, é preciso falar e ouvir:

Tg 1.19, “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.

Sl 34.13-14, “13 Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. 14 Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a”.

Pv 13.3, “O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói”.



VI. SEGREDOS DE UMA BOA COMUNICAÇÃO



1. Um Procurar o Entender o Outro: A maioria dos casais só se compreende muitos anos após o casamento:

a) Há uma preocupação em que se seja compreendido e nunca querer ser compreensivo;

b) Isto é um tipo de egoísmo. O ponto central da mensagem cristã é dar-se.

2. Aceitar o Cônjuge Como Ele é Incondicionalmente Com Alegria:

a) É necessário que o casal se aceite mutuamente, com toda sinceridade. Aprenda a lidar com as falhas do seu cônjuge;

b) Quando não há esta compreensão, pode-se criar no outro um sentimento de rejeição e funciona na prática como gasolina jogada no fogo.

3. Para Dialogar Escolha Um Momento Em Que Ambos os Cônjuges Possam Participar:

a) Aquele assunto não pode ser discutido na hora do marido sair para o trabalho. Espere o momento oportuno;

b) Escolha a melhor hora para ambos, longe de outros ouvidos que em nada ajudarão.

4. Apresentar o Ponto de Discórdia Com Muito Tato. Há momentos em que as condições psicológicas do cônjuge não suportariam um assunto pesado. Procure saber se o assunto pode ser discutido naquele momento.

5. Falar a Verdade Com Amor:

a) Temos que expor a visão dos fatos com muito carinho, de maneira simples, sincera, mas sempre com amor.

b) Permita a Reação. Isto é natural, quando somos confrontados.

6. Não Discutir e Não Se Defender.

7. Orar Sobre o Problema.

8. Entregue o Problema a Deus.



CONCLUSÃO



1. Não há boa convivência no lar sem uma boa comunicação. Quebre todas as barreiras que possam vir a existir em vossa comunicação no lar.

2. Se os princípios da boa comunicação forem observados dentro do lar, certamente o vosso casamento será bem sucedido e Deus trará sua bênção com abundância.

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