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Zaqueu, alguns pontos importantes sobre personagens envolvidos na história
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Publicado em: 13/2/2006
Por: José Antônio Corrêa
Igreja Evangélica Batista de Viradouro - São Paulo/sp
pr.correa@proveg.com.br
 

Lc 19.1-10

Introdução:



1. Algo que nos chama a atenção no ministério terreno de Jesus, é o fato dele ter investido grande parte de seu tempo na evangelização individual de pessoas. Entre as muitas pessoas atendidas por Jesus desta maneira, estão Marta e Maria; A Mulher Samaritana; o Moço Rico; Nicodemos; o Cego de Nascença; Simão, o Fariseu; Zaqueu, entre tantos outros.

2. Normalmente, destas conversas individuais, podemos extrair verdades profundas, doutrinas básicas para a fé cristã, como por exemplo a "doutrina do novo nascimento", a "doutrina do arrependimento", o ensino sobre a "Água Viva", o ensino sobre a "fé", o ensino sobre o "amor" e muitas outras doutrinas e ensinos que certamente podem mudar as vidas daqueles que buscam a Palavra de Deus.

3. Nesta noite, queremos analisar um encontro particular de Jesus na cidade de Jericó, conhecida no Velho Testamento como a "cidade das palmeiras". Este encontro foi com um homem chamado Zaqueu. Queremos analisar cada personagem envolvido no texto da Escritura. Portanto vamos ver "Algumas particularidades importantes sobre os personagens que aparecem em nosso texto":



I – Sobre Zaqueu

1. Era chefe dos publicanos. O "publicano", era um tipo de coletor de impostos a favor do império romano. É possível que Zaqueu, não somente fosse um "coletor de impostos", mas que chefiasse um departamento de diversos coletores, sendo portanto, um alto funcionário do império romano. Porém em virtude de sua ligação com os romanos, os publicanos eram odiados pelos judeus. Eram considerados traidores, uma vez que muitos deles eram também judeus, e comparados aos piores pecadores. É por esta razão que os principais líderes religiosos não suportavam ver Jesus se relacionando com publicanos, pois segundo eles os publicanos eram a escória da sociedade, Mc 2:16, "Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?"

2. Era muito rico. Sua riqueza, porém, tinha uma origem duvidosa, uma vez que parte dela vinha de extorsão, valores cobrados a mais dos penalizados contribuintes. Um texto que nos sugere que de fato os publicanos eram desonestos é Lc 2.12-13: "12 Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer? 13 Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado". Temos aqui uma menção dos publicanos que iam procurar o batismo de João, o Batista. A recomendação de João para que eles não cobrassem mais do que o devido, nos sugere que a maioria deles de fato agia desonestamente.

3. Desejava conhecer a Cristo. Evidentemente, a fama de Jesus já chegara há muito tempo em Jericó e certamente as narrativas de seus milagres e curas grandiosas eram cridas e espalhadas no meio do povo comum. É importante observarmos que embora Zaqueu tivesse tudo o que um homem podia ter em termos materiais, sua vida espiritual estava carente. Ele queria conhecer Jesus, desejava vê-lo a qualquer custo. Deus Jamais deixa passar em branco o desejo espiritual de qualquer pecador:

a) Palavras de Jeremias: "Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração", Jr 29.13.

b) Palavras de Jesus "Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora", Jo 6:37.

4. Para conseguir seu intento, fez algo incomum. "subiu em um sicômoro". O sicômoro era uma árvore frutífera, mas de qualidade inferior. Seu fruto é semelhante ao figo e era normalmente consumido pelas classes mais pobres entre a população da Palestina. Esta planta era também chamada de Figueira Brava, como aparece em algumas traduções mais antigas.

a) Fato inusitado nos vem à mente, é que um dos profetas do Velho Testamento tinha como profissão "colhedor de sicômoros", Am 7.14, "Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros".

b) Vejam que, mesmo Zaqueu sendo um homem da alta sociedade, subiu em cima de uma árvore como um moleque travesso, podendo até mesmo ser ridicularizado pelo povo em virtude de seu ato. Porém, maior era o seu desejo de conhecer a Jesus do que a sua preocupação com a sua posição social.

5. De Zaqueu aprendemos: Deve haver em nós um profundo desejo de buscar a Deus!

II – Sobre Jesus

1. Conhece o homem. Um fato que marca nossa história e certamente mexeu com o coração de Zaqueu é o fato de que Jesus o chama pelo nome de nascimento, sem nunca o ter visto. Jesus não olha para multidões anônimas, mas sim para o indivíduo com nome, endereço, estado civil, situação espiritual, etc. Ele se importa com você! Ele conhece você! Ele sabe o que se passa em seu coração e em sua vida neste exato momento, pois Ele é Deus.

- Junto ao poço de Jacó, em uma de suas jornadas da Judéia para a Galiléia, o mestre revelou particularidades de uma mulher, sem mesmo nunca a ter visto, Jo 4.16-19, "16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; 17 ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; 18 porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta". O fato de Jesus entrar na intimidade daquela mulher, mostrando conhecer sua vida em detalhes fez com que ela o reconhecesse como o Messias, o Cristo de Deus. Veja o que ela vai transmitir aos moradores da vila no Vs. 29, "Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?!"

2. Estabelece contato com o homem. Vejam o que Jesus disse a Zaqueu: "...desce depressa, porque hoje me convém pousar em sua casa". Zaqueu queria apenas dar uma olhada em Jesus, e ganhou uma noite em sua companhia! Deus pode nos dar muito mais do que imaginamos! Veja Ef 1.3: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo".

- Algo digno de nota é que quando você busca a Deus, Ele vem em seu encontro. Temos esta verdade claramente demonstrada na volta do "filho pródigo", Lc 15.17-20, "17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. 20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou". Note a atitude do "pai", uma analogia de nosso "Pai Celestial", que ao ver seu filho de volta não se conteve apenas ficar observando sua chegada, mas saiu "correndo" ao seu encontro.

3. Jesus veio para salvar e buscar o perdido. A Palavra de Deus nos declara que o homem é pecador:

a) Rm 3.10-18, "10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. 13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, 14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; 15 são os seus pés velozes para derramar sangue, 16 nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 desconheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos".

b) Olhem agora como o apóstolo Paulo culmina o presente texto, Rm 3.23, "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus".

4. De Jesus aprendemos: Por mais que sejamos pecadores, e de fato o somos, quando nos achegamos a Deus, através de seu Filho, somos perdoados e recebemos vida, Is 1:18, "Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã".

III – Sobre a multidão



1. A multidão impede a obra de Deus. Observe que a multidão, somada à baixa estatura de Zaqueu se constituía uma barreira que o impedia de aproximar-se de Jesus. Para nos aproximarmos de Jesus, há muitas vezes, grandes barreiras levantadas pelo inimigo, ou até mesmo, barreiras criadas por nós. Estas barreiras podem ser a família, a posição social, a religião, e outras tantas.

a) A Palavra de Deus nos mostra um exemplo de alguém que procurou a Jesus e uma certa barreira o impediu de seguir ao mestre. Trata-se do "Moço Rico", Mt 19.16-22, "16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; 19 honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? 21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 22 Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades". As riquezas deste infeliz jovem o atrapalharam de ter um relacionamento de salvação com o Senhor da Vida!

b) É por esta razão que Jesus nos alerta que, para ser seus discípulos, precisamos romper com muitas barreiras, Lc 14:26, "Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo". A palavra "aborrecer", nos sugere aqui que se tivermos que optar entre o Senhor e a nossa própria família terrena, devemos optar pelo Senhor. Se a nossa vida for um impedimento à manifestação do reino devemos renunciá-la.

2. A multidão é uma fonte de murmuração. Foram alguns da multidão que "murmuram" contra o Senhor pelo fato dele se hospedar em casa de um publicano. Lembre-se que os publicanos eram odiados pelos judeus. A palavra "murmuração", vem do termo grego "goggusmov" – goggusmos e do hebraico "hbd" – dibbah e significa "sussurar", "falar entre os dentes", "caluniar", "difamar", "resmungar". Esta era a intenção da multidão, ou seja difamar Jesus pelas costas. Normalmente o murmurador fala "às escondidas", daí o sentido de "sussurar", "falar entre os dentes". A Palavra de Deus nos alerta quanto ao perigo da murmuração:

a) Nm 14.1-4, 11-12, "1 Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. 2 Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! 3 E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? 4 E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito". Vejam a reação do Senhor: "11 Disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? 12 Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este".

b) 1 Co 10:10, "Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador". Nesta passagem Paulo alerta os irmãos de Corinto contra esta prática desastrosa no seio da Igreja, informando que a causa do povo judeu ter ser destruído pelo "Exterminador" no deserto, quando estava em demanda à Canaã, foi a "murmuração".

c) 1 Pe 4:9, "Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração". Esta passagem fala daqueles que "murmuram" quando estão hospedando um servo de Deus. Porém, o texto ainda pode nos sugerir que não devemos fazer a obra de Deus murmurando, nos queixando. Muitas vezes fazemos a obra do Senhor como um "peso" e ainda criticamos aqueles que não fazem. Olhem o que Paulo fala aos Efésios, Ef 6:7, "servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens". A palavra "servir", vem do termo grego "douleuw" – douleuo, que significa "trabalhar como servo", "ser um escravo", "completa submissão", "absoluta obediência". Em outras palavras Paulo ensina o "servir sem reclamar, ou murmurar", sabendo que estamos servindo ao Senhor e não a homens.

3. Sobre a multidão aprendemos: Precisamos nos desvencilhar das barreiras que se interpõem entre nós e Jesus e também não permitirmos que a murmuração nos torne estéreis na obra de Deus.

Conclusão:

1. Sabemos que a pessoa que tem um encontro com o Senhor, nunca mais será a mesma. Foi o que aconteceu com Zaqueu. A Palavra nos fala que no dia seguinte ele tomou uma posição que era a evidência clara de que uma nova vida estava se iniciando para ele: "Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais". Jamais Zaqueu poderia ter tomado esta decisão de não fosse pelo seu encontro com o Senhor.

2. Da mesma forma Jesus quer que você tome uma posição diante dele. Convide-o a entrar em sua vida, em sua casa, em sua família e você provará o poder de Deus. Ilustração: Agostinho e a prostituta.


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