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Pais de Adolescentes
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Publicado em: 15/6/2006
Por: Dilson Pereira Marrins
IPB - Salgueiro-PE
dilsonrocam@bol.com.br
 

PAIS DE ADOLESCENTES



    Para desenvolver este estudo é preciso levar em conta pelo menos duas coisas:

Primeiro: Que estou diante de pais e mães de adolescentes que educaram seus filhos até agora adotando princípios bíblicos em seus lares.

Segundo: Que seus filhos entraram na adolescência respeitando-os e seguindo exemplos inspirados na vida cristã que os pais vivenciam no dia-a-dia.

    O que quero dizer é que se nós pais falhamos nesta primeira fase, neste sentido, certamente agora teremos mais dificuldades em educar nossos jovens adolescentes para que sejam prudentes em suas, não muito distantes, tomadas de decisões e escolhas que terão que fazer muitas vezes sozinhos, distantes dos pais. Vamos ver o que a palavra de Deus nos revela em Provérbios 29:15 e 17. Diz a palavra de Deus: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” “Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias a tua alma”.
Os filhos devem aprender com os seus pais. A Bíblia diz em Provérbios 1:8 “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.”
    Se é bíblico é bom. Porém sabemos que afeto, carinho, amor, paciência, atenção etc., também são adjetivos que não podem faltar na criação de nossos filhos, os quais também são recomendações de Deus para todos nós. Precisamos disto sem desprezar aquilo, e assim colocar tudo em uma balança que se chama “equilíbrio”.

    Veja que os versículos acima nos mostram como devemos tratar nossas crianças, entretanto é preciso entender que os nossos filhos agora, na fase da adolescência, estão entrando numa nova fase da vida, ou seja, estão se preparando para a fase adulta. Não são mais crianças. São adolescentes e já têm a capacidade de raciocínio, sendo assim, começam a agir pelo raciocínio não apenas pelo instinto. Por isso é hora de trocar a vara pelo diálogo, e é nesta hora que precisamos ser sábios para lidar com esta situação.


Mas como?

    Primeiro: Precisamos entender que também já fomos adolescentes, mesmo que isto tenha sido há muito tempo. Que nem sempre, na nossa adolescência fomos tão compreensíveis com os nossos pais. Então antes de desprezá-los, rejeitá-los por alguma atitude errada que tomaram, é preciso muita paciência e sabedoria para não correr o risco de perder a proximidade e bom relacionamento dentro do lar exatamente no momento mais delicado de suas vidas. ( Pv. 15:1) A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.O Apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios deixa uma recomendação para os pais: (Ef 6:4) E vós, pais, não provoqueis vossos filhos a ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.

    Segundo: Precisamos entender também que o adolescente está passando por um período de muita insegurança, período em que nem ele mesmo se conhece, pois a adolescência é um tempo de bruscas transformações tanto no aspecto físico como também no psicológico, levando esses jovens a sofrer uma verdadeira crise de identidade, não bastasse os pais hora tratando-os como crianças, hora tratando como adultos.

Como isso se dá:

    Não é raro presenciarmos cenas de pais de adolescentes que tratam seus filhos de maneiras diferentes dependendo da situação em que se apresenta. Explico: Na hora de cobrar seus deveres, tratam seus filhos adolescentes como adultos, impondo-os responsabilidades muitas vezes ainda não suportadas por eles. Na hora de conceder-lhes os direitos que têm como adolescentes, são tratados pelos pais como crianças e isso confunde mais ainda a cabeça dessas criaturinhas que tanto amamos. Ora, se nós que já somos maduros nem sempre sabemos como devemos agir diante das diversas situações que se apresentam, imaginem eles, que são peças centrais deste cenário de transformação.

    Uma coisa é certa: Ao pesquisar várias fontes antes de preparar este estudo percebi que todos os autores especialistas que trataram deste assunto são unânimes em afirmar que nesta fase da vida a palavra de ordem é Comunicação. Esta palavra parece ser a chave que abre todas as portas para um bom relacionamento entre pais e filhos adolescentes. É nesta fase da vida que o jovem estar precisando aprender mais sobre a sua vida adulta e é lógico que este jovem percebe que a hora chegou. E ninguém melhor de que os próprios pais para ajudar na sua formação, por isso é indispensável a comunicação constante entre pais e filhos adolescentes. (citar o depoimento de uma adolescente)


Mas o que é comunicação?

    Comunicação é o diálogo (não monólogo) entre duas ou mais pessoas em que se há compreensão do que se fala.

E como pode ser desenvolvida esta comunicação entre pais e filhos?

É preciso entender que nossos filhos cresceram e precisam ser tratados gradativamente como tais. Chegou à hora de dividirmos experiências.

- Precisamos nos envolver nas atividades de nossos filhos como se fossemos adolescentes como eles. Crescer juntos.
- Precisamos conquistá-los a cada dia para que eles possam ver em nós, além de pai ou mãe, um grande amigo, amigo de todas as horas.(mundos diferentes – individualismo) Comentar
- Precisamos encorajá-los nas suas tomadas de decisões, lógico, decisões que edifiquem, e não tomar as decisões por eles.
- Precisamos tirar as suas dúvidas nos mais diversos assuntos que certamente ele (o adolescente) terá. E é bom frisar que na hora de tirar essas dúvidas precisamos ser verdadeiros sempre e já mais omitir ou sair pela tangente nas nossas respostas.

    Não perca a oportunidade de tirar as dúvidas dos seus filhos, pois certamente se o pai ou a mãe não fizer isto outra pessoa fará, e sabe-se lá como nossos adolescentes serão esclarecidos lá fora a respeito da vida.

    Bom, mas para que tudo isso seja possível é preciso muita comunicação, e para que haja comunicação é preciso muita sabedoria dos pais, afinal estamos determinados a aproveitar da melhor forma possível esta fase tão importante da vida dos nossos filhos, onde estarão se preparando para andarem com suas próprias pernas. Vamos tomar o exemplo dos pássaros para nós mesmos.

Exemplo dos pássaros:

    Vejam como os pássaros ensinam a seus filhotes voarem. Eles os acompanham nos seus primeiros vôos, mas não voam por eles nem tampouco interrompem esta tomada de decisão, apenas os acompanham. Na hora de alimentá-los já não colocam mais o alimento nos seus bicos, apenas facilita, estimulando seus filhotes se alimentarem sozinhos.

Em se tratando de seres humanos, tudo isso só é possível se houver muita comunicação. Portanto defino comunicação como a argamassa que junta pai e filho nesta fase da vida.

    O próprio Jesus quando estava entre nós (quero dizer em carne) foi um homem que se utilizou muito da palavra para implantar seu ministério aqui na terra. E olhem que ele falava, mas também ouvia mesmo sendo ele conhecedor até dos nossos pensamentos. Veja o que o Rei Davi declara: (Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o SENHOR esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. (I Crônica 28.9) Em muitas passagens Jesus tornava público o pensamento dos escribas e fariseus antes mesmo que a palavra lhes chegasse à boca. Vamos ver no Evangelho de Lucas 5: 22 o que diz: Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração?
    
    Mas mesmo conhecendo todos os nossos pensamentos Jesus não impedia que aqueles que queriam o seguir e tinham dúvidas falassem, ouvindo-os com atenção: (podemos aqui citar vários momentos em que Jesus primeiro ouvia atentamente para depois ensinar e tirar as dúvidas daqueles que o buscava). (João 3:1... Na conversa entre Jesus e Nicodemos podemos ver isso claramente.)

    E nós pais achando que já sabemos tudo, e que conhecemos nossos filhos tão bem, muitas vezes não paramos para ouvi-los. Antes mesmo que eles falem já repreendemos, julgamos, censuramos e condenamos sumariamente.

    
    Por isto, num mundo moderno em que vivemos e que os meios de comunicação são os mais variados possíveis não será difícil encontrar uma maneira poderosa de manter sempre um diálogo aberto, franco e sincero com os nossos filhos.




    

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