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A Doutrina dos Nefilins
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Publicado em: 24/9/2006
Por: Anderson
Assembléia de Deus da Barão - Muriaé - MG
andfal74@ig.com.br
 


“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.” (Gn. 6: 1- 4 RC).

Neste breve comentário, iremos tratar sobre uma doutrina defendida por parte da teologia cristã: a doutrina dos Nefilins.

A palavra ‘Nefilins’ significa ‘gigantes’. Acredita-se que este texto de Gênesis 6, narra um acontecimento único nas Escrituras – o relacionamento sexual entre anjos caídos (filhos de Deus) e as mulheres da época. Isto evidencia a existência de gigantes na terra (v. 4) – o resultado da relação entre anjos e seres humanos.

Esta doutrina também é defendida pelas Testemunhas de Jeová.

Analisaremos agora, com todo o respeito às demais interpretações, o relato de Gênesis 6, tendo como base as Escrituras e a Hermenêutica Bíblica:

1- O termo ‘filhos de Deus’, aparece 5 vezes no AT (Gn. 6: 2,4; Jó 1:6, 2:1 e 38:7).

Mas também no salmo de número 82, que trata da injustiça exercida pelos juízes, comparando-os a deuses pagãos, encontramos no versículo 6 estes sendo chamados de ‘filhos do Altíssimo’. Assim, os ‘filhos de Deus’ de Gênesis 6, segundo interpretações, poderiam ser governantes da época sujeitos a Deus que pecaram ao se misturarem com os ímpios por meio de relacionamentos com mulheres ímpias;

2 – “Um ensinamento simplesmente implícito nas escrituras só pode ser considerado bíblico quando uma comparação de passagens correlatas o apóia” (princípio da hermenêutica). Se analisarmos o texto de Gênesis 6: 1-13, não encontraremos nenhuma referência a anjos, senão ao homem somente. Em nenhum outro texto encontramos passagens que apóiam uma relação entre anjos e mulheres;

3 - "Uma doutrina não pode ser considerada bíblica, a menos que se resuma e inclua tudo o que a Escritura diz sobre ela” (princípio da hermenêutica). Deus criou o homem e o fez à Sua imagem e semelhança e o fez com a capacidade de se reproduzir. Os anjos possuem faculdades que foram dadas por Deus que o homem também recebeu: inteligência, vontade, linguagem, visão. Os anjos podem assumir a forma humana e até se alimentarem (Gn. 18:8 – segundo o poder de Deus).

Mas por si mesmos, jamais podem possuir a ESTRUTURA HUMANA – células, glóbulos, glândulas, órgãos, líquidos, cromossomos, hormônios, etc. Não seria da vontade de Deus que anjos caídos, pelo poder Dele, tivessem a capacidade de produzirem semêm para fecundarem seres humanos;

4 – Os anjos caídos, mesmo sendo espirituais, não podem possuir seres humanos, porque esta é uma peculiaridade dos demônios mais fracos. E se eles pudessem, o semêm não poderia ser deles e sim do homem possuído;

5 – O desejo sexual foi dado somente aos seres físicos (homens e animais), não a seres espirituais. Disse Jesus em Mateus 24: 37-39: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, COMIAM, BEBIAM, CASAVAM E DAVAM-SE EM CASAMENTO, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Jesus estava se referindo a quem? A homens ou a anjos? Quais foram levados pelo dilúvio?

Em Marcos 12:25: “Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus”.

6 – Existe um texto nas Escrituras que reforça a doutrina dos Nefilins: “e aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande Dia; assim como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se corrompido como aqueles e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.” (Jd. 6). Se considerarmos este texto que compara a imoralidade de Sodoma e Gomorra a dos anjos caídos, de forma literal, então teremos que considerar estes anjos como possuidores de um poder capaz de reproduzir a estrutura humana em si mesmos, chegando ao ponto de fecundarem o ser humano. Seria isto possível? Vamos tentar entender este texto ponto a ponto:

a) o termo ‘havendo-se corrompido como aqueles’, fala da corrupção das cidades de Sodoma e Gomorra semelhante a dos anjos caídos – na versão RA diz: ‘havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne’. O termo ‘prostituição’ também é entendido, figuradamente, como infidelidade a Deus (Ez. 16: 1-41). Podemos afirmar que a ‘prostituição’ dos anjos caídos foi a infidelidade a Deus, quando se juntaram a Lúcifer;

b) lemos: ‘havendo-se corrompido como aqueles e ido após outra carne’ – primeiro eles se corromperam como os anjos (infidelidade a Deus), depois foram após outra carne (homossexualismo);

c) os anjos caídos não poderiam ter ido após outra carne, porque eles não são de carne. Se estes se materializaram na forma humana e puderam possuir carne, então a Bíblia os descreveria assim, como em Gn. 18: 1-3, onde lemos que Abraão viu homens que na verdade eram anjos;

d) compara-se o termo ‘filhos de Deus’ no AT a anjos, como em Jó 1:6 e 2:1. Teremos que analisar também essa passagem: “E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.” a) sabemos que satanás foi expulso do céu: como ele poderia ter acesso a Deus juntamente com os anjos bons? Em Apocalipse 12:10 diz que satanás acusa os irmãos de dia e de noite diante de Deus. Estar ‘diante de Deus’ não significa estar no céu - Josué 24:1 “Depois, ajuntou Josué todas as tribos de Israel em Siquém e chamou os anciãos de Israel, e os seus cabeças, e os seus juízes, e os seus oficiais, e eles se apresentaram DIANTE DE DEUS.”

Juízes 21:2 “Veio, pois, o povo a Betel, e ali ficaram até à tarde DIANTE DE DEUS, e levantaram a sua voz, e prantearam com grande pranto.”

Salmos 68:2 “Como se impele a fumaça, assim tu os impeles; como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios DIANTE DE DEUS.”

Eclesiastes 5:2 “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma DIANTE DE DEUS; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras.”

Atos 10:33 “E logo mandei chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora, pois, estamos todos presentes DIANTE DE DEUS, para ouvir tudo quanto por Deus te é mandado.”

Sabemos também que satanás habita nas regiões celestiais (Ef. 6:12). Estas ‘regiões celestiais’ não são o lugar onde Deus habita (juntamente com os anjos eleitos). Estas regiões são chamadas de 2º céu, porque existe o 3º céu, descrito em 1 Co. 12: 2-4 (paraíso);

e) lemos: “Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura, pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.” (Jó 1: 5,6). O ato de apresentar-se diante de Deus seria o mesmo de Jó: os filhos de Deus (servos assim como Jó), vieram e se apresentaram diante de Deus (na terra e não no céu);

f) faz-se uma pergunta: se fosse mesmo na terra, por que Deus perguntaria a satanás: ‘Donde vens’? E ele responderia: ‘de rodear a terra e passear por ela’?

A resposta é muito, muito simples: antes, também faz-se uma pergunta: faria alguma diferença para Deus o teor da resposta de satanás? Faria alguma diferença para Deus o lugar onde satanás poderia estar quando foi indagado? Resposta: nenhuma diferença. Por que? Porque Deus sabe de todas as coisas – e Deus poderia ser incoerente ao lhe fazer esta pergunta estando satanás na terra e não no céu? Claro que não! Exemplo muito simples: uma pessoa pode estar em um bairro longe e chegar a outro bairro, passando antes por vários outros até chegar onde ela quer. E chegando onde ela quer, alguém pode lhe perguntar: “donde vens?” E ela responder: “vim do bairro ‘X’”. Então este alguém lhe pergunta novamente: “mas eu vi você vir da direção do bairro ‘H’!” E ela responde: “eu vim mesmo do bairro ‘X’, porém passei por vários outros antes de chegar aqui”.

Alguém pode estar no Brasil agora, mas vivendo por rodear a terra e passear por ela (viajando pelos países). O Senhor Deus sabia de onde satanás tinha vindo, não importava a direção que veio ou o lugar onde ele se encontrava. Acreditamos que Ele fez a pergunta no intuito de iniciar um diálogo a respeito de Jó.

Outra pergunta se faz pertinente: por então Deus aprisionou aqueles anjos? A Bíblia não comenta claramente a respeito disso. Mas encontramos no livro ‘O Plano Divino Através dos Séculos’(CPAD), de N. Lawrence Olson (missionário, que já descansa no Senhor. Fundador da Assembléia de Deus em Lavras – MG, dirigiu por quase 30 anos o programa de rádio ‘A Voz das Assembléias de Deus’ e foi responsável pelo estabelecimento do Instituto Bíblico Pentecostal, no RJ), na página 174, um comentário interessante: “A razão porque Deus não lhes permite liberdade, certamente é porque o seu pecado, o de deixar o próprio domicílio (ou reino de vida e de ministério) foi muito grave – Jd. 6. Pode ser também que sejam revestidos de tanto poder que Deus julga inconveniente estarem em liberdade.”

Em todo capítulo 5 de Gênesis temos a descendência de Adão a partir de Sete, que lemos também no capítulo 4, versículo 26 de Gênesis, ser o pai de Enos, a quem a Escritura se refere assim: “então, se começou a invocar o nome do SENHOR.”

Logo após esta narrativa da descendência de Adão, entramos no capítulo 6, que narra o envolvimento dos ‘filhos de Deus’ com ‘as filhas dos homens’. Entendemos que estes ‘filhos de Deus’, logo, são os descendentes de Sete (mais conhecida como ‘a linhagem piedosa de Sete’).

O termo ‘filhos de Deus’, continuando no capítulo 5 de Gênesis, tratam-se de seres humanos que serviam a Deus e viviam separados dos ímpios (provavelmente da linhagem pecaminosa de Caim – Gn. 4: 16-24).

“E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração. E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.” (Gn.6: 5-7).

Estas foram as palavras do Senhor quando viu a corrupção dos homens, restando somente a família de Noé. Não há nenhuma referência a anjos caídos.

Mas afinal, existiam ou não gigantes na terra? A Bíblia afirma que sim – Dt. 2:10; 3:11.

Porém, o fato destes serem descendentes da relação de anjos com mulheres tem sido tratado mais como um ‘folclore’ do que como uma verdade bíblica. A doutrina dos Nefilins deu margem a várias teorias, até mesmo sobre extraterrestres que coabitaram com mulheres. Outros atribuem o principal motivo da indignação de Deus ao fato de nascer uma raça antinatural na terra.

Lemos o que o ICP (Instituto Cristão de Pesquisas – editora da revista Defesa da Fé e da Bíblia Apologética), diz a respeito disso:

“Os filhos de Deus e as filhas dos homens
(Gn 6.1-4)

Testemunhas de Jeová. Segundo sua interpretação, a frase “filhos de Deus” está se referindo aos anjos, que assumiram corpos físicos e vieram à terra para ter relações sexuais com belas mulheres, união da qual teriam nascido gigantes iníquos.

Resposta apologética: Ainda que tal interpretação possa ser defendida, acreditamos, porém, que os “filhos de Deus” sejam os descendentes piedosos de Sete. Apresentamos, para isso, os seguintes argumentos:

Em primeiro lugar, ao analisarmos o texto de Mateus 22.29,30, que diz: “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu”, entendemos que as paixões e os apetites sexuais são especificamente manifestações do corpo e não dos anjos celestiais.

Em segundo lugar, não foi da união entre os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens” que nasceram os gigantes. Pelo contrário, eles já existiam antes desse acontecimento. Vejamos: “Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama” (6.4).

Em terceiro lugar, caso esses “filhos de Deus” fossem anjos decaídos, seriam demônios e não mais “filhos de Deus”; logo, não poderiam ser considerados como tais.

Em quarto lugar, os descendentes de Sete “invocavam o nome do Senhor”, tal como o próprio Sete (4.26). Ou seja, possuíam comunhão com Deus. Andavam com Deus, como Enoque (5.22-24). “Acharam graça diante do Senhor”, como Noé (5.29; 6.8). E obtiveram “testemunho de que agradaram a Deus e se tornaram herdeiros da justiça que é segundo a fé” (Hb 11.5,7).”

Se houver dúvidas a respeito do que está escrito aqui, temos em seguida um estudo complementar.

OS ANJOS E OS FILHOS DE DEUS

INTRODUÇÃO

Texto básico: Gênesis. 6.1-13

Este é um estudo bastante complicado. Alguns intérpretes acham que esses "filhos de Deus" eram anjos, que coabitaram com mulheres, uma vez que, no Velho Testamento, a expressão "filhos de Deus" é quase sempre usada com referência a anjos. Se o leitor procurar na Bíblia Anotada da Editora Mundo Cristão, por exemplo, no seu rodapé referente ao verso 2, vai encontrar esta opinião como uma das opções. Mas não nos parece tão difícil determinar a verdadeira interpretação deste assunto. E por ser ele tão explorado hoje em dia, até mesmo em programas de novelas e filmes de TV, achamos proveitosa a discussão desta matéria nesta série sobre anjos.

O leitor tem observado, naturalmente, que procuramos alicerçar todos estes ensinos no confronto direto com as Escrituras Sagradas. As citações de outros autores é apenas para reforçar e para informar.

O ENSINO BÍBLICO SOBRE A SEXUALIDADE DOS ANJOS
1. Na sua discussão com os saduceus sobre a vida futura, Jesus deixou claro que os anjos não se casam, nem se dão em casamento, isto é, não têm sexo (Mc. 12.18- 27; Mt. 22.23-33). Na verdade, em parte alguma da Bíblia aparece um feminino de anjo. Nem feminino de demônios, anjos maus.

2. Nunca se viu qualquer menção bíblica sobre procriação de anjos. A idéia que temos é que os anjos não foram criados para procriar, mas foram criados de uma vez. Aliás, a maioria dos intérpretes das Escrituras acha que os anjos não foram criados como uma espécie, que se reproduz conforme a sua espécie a exemplo das demais criações de Deus, mas como uma companhia. Deus criou uma fêmea para Adão, mas não fez o mesmo com os anjos. Para que se tenha uma idéia, os dois anjos que têm nome na Bíblia, Gabriel e Miguel, aparecem num período extremamente longo, e nunca morreram, só tomando o tempo de Daniel como referência até o tempo do nascimento de Cristo, em que os mesmos anjos aparecem. E na verdade, eles aparecem até no Apocalipse. E ainda, ele estará presente na volta de Cristo.

3. As reproduções dos seres vivos, de acordo com a Bíblia, e até segundo a própria ciência, são feitas segundo a espécie de cada um, e se um anjo, por acaso, pudesse fertilizar uma mulher, seria esse produto um ser humano?

4. Poderia ser até que isso acontecesse através de anjos caídos, mas no caso dos gigantes, que teriam surgido da mesma maneira (6.4), eles já existiam antes desta menção

QUE DIZEM OS INTÉRPRETES?

Entre os intérpretes das Escrituras há, pelo menos, quatro linhas de pensamento:

1. "Os filhos de Deus" são a descendência de Adão, e as filhas dos homens são mulheres brutas, descendentes de animais inferiores, pelo processo da evolução. Tais intérpretes, que são considerados teístas, isto é, crêem num Deus, ser superior, que criou pelo menos uma matéria prima inicial, da qual se originaram os seres vivos, crêem em dois tipos de "raças": uma, descendente de Adão; outra, que se evoluiu no sistema evolucionista, como ensinava Charles Darwin. É claro que esta teoria não tem nenhuma base, nem bíblica, nem científica, e deve ser rejeitada de pronto (Ver Neves de Mesquita, Estudos no Livro de Gênesis, p. 123).

2. "Os filhos de Deus" são anjos. E para alicerçar esta opinião, são apresentadas três razões principais:

a) Algumas passagens das Escrituras chamam anjos de "filhos de Deus";

b) A Septuaginta traduz anjos em lugar de filhos de Deus;

c) Judas 6 e 7 mostra que a falha dos anjos foi darem-se ao pecado de miscigenação, entrando em contato sexual com mulheres;

d) Os gigantes de Gn. 6.4, igualmente, eram provenientes desse relacionamento de anjos com mulheres;
Explicação:

a) Que a Bíblia às vezes chama anjos de "filhos de Deus", é verdade, mas nunca no livro de Gênesis.

b) No caso da Septuaginta, ela violenta o texto hebraico para acomodar-se à uma teologia alexandrina;

c) Judas 6 e 7. O verso 6 refere-se a anjos que não guardaram sua própria habitação ou o seu principado, isto é, sua missão. O verso 7 é uma analogia do verso 6. Na verdade, este verso 7 é uma comparação aos sodomitas que desviaram as finalidades da vida (Rm. 1.27) (Idem, p. 125). Nada indica, no entanto, que o autor estivesse fazendo uma comparação direta a questão sexual de Sodoma e Gomorra.

d) Se compararmos esta idéia com o ensino geral sobre a natureza dos anjos, como já temos visto em estudos anteriores nesta série, não dá para entender este assunto desta maneira (Ver a Doutrina Bíblica dos Anjos, do mesmo autor).
e) Os gigantes. As palavras originais são: nephilim, nefil, do verbo nefal , que significa cair. A palavra nefil, pode ser traduzida como valentão, tirano. Isto nada tem a ver com anjos.

3. Os filhos de Deus são os descendentes de Sete e as filhas dos homens são as descendentes de Caim. Esta teoria se baseia, principalmente, no texto de Gn. 4.26, que diz: "daí se começou a invocar o nome do Senhor", isto é, a partir de Sete. Uma melhor tradução, diria: "Então começaram os homens a ser chamados pelo nome do Senhor". Assim sendo, os filhos de Sete seriam os crentes, filhos de Deus. Os filhos de Caim, seriam os incrédulos, que continuaram seguindo os caminhos de seu pai, e por isso eram chamados filhos e filhas dos homens. Evidentemente, esta teoria bate com toda a doutrina bíblica. Foi de Sete que se desenvolveu uma religião monoteísta, que vai repontar nos dias de Abraão, com Melquisedeque e nos dias de Moisés, em Midiã. Seu sogro, Jetro, era um sacerdote semelhante a Melquisedeque. O que ocorreu na verdade, foi o que toda a Bíblia condena, principalmente o A.T.: casamentos mistos. Confira os textos: Ex. 34.15,16; Dt. 7.1-4; Es. 10; Num. 13.

Millard J. Erickson conclui o assunto, depois de apresentar suas dificuldades, assim: "É necessário concluir que não há suficiente evidência para justificar esta passagem como uma fonte de informação sobre anjo" (Idem, idem, p.443).

CONCLUSÃO

Contra a posição de alguns de que os "filhos de Deus" eram anjos, há dois argumentos irrefutáveis:

1. Se eram anjos caídos, como poderiam esses anjos ser chamados de "filhos de Deus"? Uma passagem que ajuda a fazer a distinção é a de Jó 1.6, que diz: "E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante de Deus, veio também Satanás entre eles". A palavra para "filhos de Deus" aqui traduzida, é a mesma que anjos. Assim, a maioria dos intérpretes e a Bíblia Anotada, no rodapé, acha que aqui são os anjos bons que apareceram diante de Deus, e, ainda a NVI traduz como anjos (de cuja tradução, data vênia, discordamos) Satanás apareceu no meio deles. No entanto, temos que questionar o seguinte: a) Onde estava isto acontecendo - no céu ou na terra? Se era no céu, será que os anjos não estariam sempre perante o Senhor? E por que então Satanás disse a Deus que vinha de rodear a terra? A lógica do texto mostra que isto estava acontecendo na terra e não no céu. b) o contexto diz que Jó constantemente oferecia holocausto em favor dos seus filhos. Isto indica que Jó sempre cultuava ao Senhor, e ele era um "filho de Deus", na teoria que demonstramos atrás; c) Quando Deus pergunta por Jó: "viste a meu servo Jó?", ele não diz: "viste lá na terra a meu servo Jó?"; d) E, finalmente, se Deus expulsou Satanás do Céu, iria permitir que ele entrasse lá outra vez? Isto significa que, mesmo durante um culto, num plano invisível, Deus conversou com Satanás, mesmo porque Satanás não teria permissão para entrar no Céu. Será que teria? Portanto, por esta e por outras, isto é mais um forte argumento de que "filhos de Deus" não são anjos caídos, muito menos anjos de Deus.

2. Se o próprio Jesus deixou claro que os anjos são assexuados, isto é, não possuem sexo, como poderia ter um grupo de anjos entrado em conjunção carnal com mulheres do planeta terra? Imaginem que se isso fosse possível, quantos absurdos estariam acontecendo neste mundo! Creio que os nossos intérpretes estão fugindo às boas regras da exegese e da hermenêutica quando partem para esta idéia.

A interpretação que bate com toda a Palavra de Deus, é que esses "filhos de Deus" eram os crentes, e as filhas dos homens eram os incrédulos, e foi em razão disso que o mundo se corrompeu.


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