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Um rei que mereceu punição
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Publicado em: 21/10/2006
Por: Hélio Márcio Barbosa Fernandes
Igreja da Biblia - Contagem/MG
helio.barbosa@hpelzer.com.br
 


Então, todo o povo tomou a Uzias, que era da idade de dezesseis anos, e o fez rei em lugar de Amazias, seu pai.

Este edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei adormeceu com seus pais.

Era Uzias da idade de dezesseis anos quando começou a reinar e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém.

E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.

Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, sábio nas visões de Deus; e, nos dias em que buscou o SENHOR, Deus o fez prosperar. (2º Cr. 26.1-5).

O rei Uzias reinou segundo o texto do capítulo 26 de 2º Crônicas por de 55 anos. Herdou o trono de Judá quando tinha 16 anos.

Seu governo fora sem dúvidas um sucesso, e isto pela sua dedicação ao Senhor Deus; E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.

Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, sábio nas visões de Deus; e, nos dias em que buscou o SENHOR, Deus o fez prosperar. (2º Cr. 26.5).

Seu governo foi aprovado pelo povo. Uzias desenvolveu a agricultura, e houve fartura em Judá; Também edificou torres no deserto e cavou muitos poços, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas, lavradores e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis, porque era amigo da agricultura. (2º Cr. 26.10).

Uzias investiu em tecnologias, o que pode ter melhorado os modos operantes do trabalho no campo e na cidade. Uzias também formou um grande exército; E, debaixo das suas ordens, havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com força belicosa, para ajudar o rei contra os inimigos. (2º Cr. 26.13).

E preparou-lhes Uzias, para todo o exército, escudos, e lanças, e capacetes, e couraças, e arcos, e até fundas para atirar pedras. (2º Cr. 26.14).

O trabalho do rei Uzias em Judá lhe permitiu ficar conhecido por todas as nações; Também fizera em Jerusalém máquinas da invenção de engenheiros, que estivessem nas torres e nos cantos, para atirarem flechas e grandes pedras; e voou a sua fama até muito longe, porque foi maravilhosamente ajudado até que se tornou forte. (2º Cr. 26. 15).

Enquanto o rei Uzias esteve na disposição de servir ao Senhor e acatar as orientações espirituais lhe transferidas pelo sacerdote Zacarias, ele continuou firme, e seu trabalho agradou ao Senhor e ao povo de Judá. Mas, depois de tanto sucesso Uzias se atreveu em fazer algo que não era de sua competência. Ele decidiu por sua própria conta e responsabilidade ascender o incenso no templo de Deus. Este serviço não era para ele. Era para os sacerdotes, ordenado pelo Senhor como atribuição aos levitas; Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso. (2º Cr. 26.16).

São raras as exceções que observamos no contexto bíblico que os homens públicos tiveram de Deus a permissão para participar dos serviços do altar. Em nosso cotidiano, e é óbvio que estou a falar do cotidiano da Igreja não são raras as ocasiões que homens públicos participam do altar, isto não é edificante e sim, constrangedor. A insistência de Uzias só lhe trouxe prejuízos, para ele e para o povo, que perdera o bom governante de longos anos; E resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para queimar incenso; sai do santuário, porque transgrediste; e não será isso para honra tua da parte do SENHOR Deus. (2º Cr. 26.18).

Então, o sumo sacerdote Azarias olhou para ele, como também todos os sacerdotes, e eis que já estava leproso na sua testa, e apressadamente o lançaram fora; e até ele mesmo se deu pressa a sair, visto que o SENHOR o ferira. (Cr. 26.20).

Por vias espirituais percebo que este assunto vem providencialmente de encontro a Igreja. Nós os servos de Deus recebemos do Senhor o privilégio de ascender o incenso no seu templo, e isto se faz por via de nossas orações que ao ser emitidas dentro do templo do Senhor desprendem o aroma do incenso quando perfumadas pelo Espírito Santo. Pedro escreve em sua primeira carta, o que aqui pode ser aplicado para legitimar o direito nos dado pelo Senhor; Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1º Pe. 2.9). Temos também a incumbências sacerdotais. Dentre tantas incumbências, também a de acender com nossas orações o incenso espiritual.

O verso 2 do Salmo 141, permite nos colocar ainda mais um feixe de luz ao tema abordado: Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde.

É preciso valorizar o altar do Senhor, alguns que pensam como Uzias podem até reprovar a minha austeridade para com este tema. Talvez até pensem que eu esteja espiritualizando por demais as ocorrências do culto, mas não é o culto oferecido prioritariamente em honras ao Senhor Jesus, e não é o Senhor que requer adoração em Espírito e em Verdade? Então me sinto confortável para dizer que podemos espiritualizar sim e protestar contra as práticas que estão se popularizando na Igreja onde muitos sacerdotes estão abrindo espaços no culto oferecido ao Senhor para realizar eventos que na maioria das vezes são cópias ou imitações de eventos mundanos, isto é trazer o profano para dentro do que é Santo. Recentemente conduzindo meu veículo pelas ruas da cidade que resido, enquanto aguardava em um semáforo a luz verde acender para continuar fui abordado por alguém que me entregou um convite para uma balada gospel que aconteceria em um sábado a noite em uma determina igreja cuja denominação prefiro não mencionar. Biblicamente acho não ser conveniente estas práticas no meio do povo cristão. Volto a referir: não temos que aprender os costumes do mundo temos que alcançar as pessoas do mundo e ensiná-las as doutrinas de Cristo.

Ao dar a fórmula para a composição do incenso que deveria ser utilizado no cerimonial do templo de Deus, Moisés não utilizou uma receita já conhecida ou utilizada nos cerimoniais de cultos a outros deuses. O próprio Deus determinou como deveria ser o seu incenso: Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e ônica, e gálbano; estas especiarias aromáticas e incenso puro de igual peso; e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo;

e dele, moendo, o pisarás, e dele porás diante do Testemunho, na Tenda da Congregação, onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será;

Porém o incenso que farás conforme a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR. (Ex. 30.34-37).

Se quisermos boas programações para compor o culto, não precisamos copiar o mundo, o que necessitamos é de dar lugar ao Espírito do Senhor e Ele nos trará revelações que colocadas em práticas resultará em benefícios para o povo de Deus.

É bem verdade que em algumas ocasiões queremos superar, fazer melhor e assim distanciamos do objetivo principal; a adoração ao único, e verdadeiro Deus. Adorá-lo não consiste em fazer espetáculos, descerrar placas de honra ao mérito para o fulano ou garantir representação da igreja no parlamento ou nos governos municipais, estadual e nacional, Consiste é; em realmente Adorá-lo como único Senhor. Diante dEle as nossas orações serão apresentadas como incenso. E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. (Ap. 5.8).

Estou no ministério pastoral há alguns anos e tenho alegria em exercê-lo. Sou também um observador da política e até gosto do assunto, até mesmo porque vai de encontro com a minha vocação profissional, mas considero que cada um tem que ficar onde Deus o colocou, não há objeção bíblica o quanto ao cristão ser político, mas há observação o quanto ao trazer a política para dentro da Igreja. Assim como o templo do Senhor não é um espaço apropriado para comprar e vender, também não é um local apropriado para exposições de planos e projetos políticos.

Os últimos atos do rei Uzias foram reprovados pelo Senhor; ele ousou desobedecer ao que Deus estabelecera e foi castigado.

Finalizando este comentário sinto-me a vontade pelo Espírito para convidar a todos os que amam ao Senhor e o servem também no seu Santo Templo a continuar o serviço com alegria, fé, e santidade. O culto seja sempre para honra e Glória de nosso Senhor Jesus Cristo assim sendo a Glória de Deus estará sempre revelada à Igreja pois é o nosso Deus conforme referido no Salmo 89.7, um extremo tremendo no meio dos santos; Deus deve ser em extremo tremendo na Assembléia dos Santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam. (Sl 89.7).


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