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Depressão
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Publicado em: 11/11/2002
Por: Rev. Ronaldo Éber de Oliveira Brito
Igreja Presbiteriana do Jardim Elba (http://www.jardimelba.cjb.net) - São Paulo - SP
ipjelba@yahoo.com.br
 

Igreja Presbiteriana do Jardim Elba
http://www.jardimelba.cjb.net

I) Introdução
A depressão (ou melancolia, como era antes chamada) tem sido reconhecida como um problema há mais de 2.000 anos. Ela é algo que todos experimentam até certo ponto e em períodos diferentes da vida.
Os sinais da depressão incluem tristeza, apatia e inércia, tornando difícil continuar vivendo ou tomar decisões; perda de energia e fadiga, normalmente acompanhada de insônia; pessimismo e desesperança; medo, auto-conceito negativo, quase sempre acompahado de auto-crítica e sentimentos de culpa, vergonha, senso de indignidade e desamparo; perda de interesse no trabalho, sexo e atividades usuais, perda de espontâneidade; dificuldade de concentração; incapacidade de apreciar acontecimentos e atividades agradáveis; e frequentemente, perda de apetite.
As depressões podem ocorrer em qualquer idade (inclusive na infância).

II) A Bíblia e a Depressão
A depressão, por si mesma, é um termo clínico não discutido na Bíblia. Os salmistas, porém, clamaram em palavras que deixaram transparecer depressão e existem várias descrições bíblicas que sugerem o problema. Tome como exemplos: Salmo 5:1-3 6: 3, 6, 7 42:5
Em outros pontos da Bíblia, parece que Jó, Moisés, Jonas, Pedro e toda a nação de Israel experimentaram depressão. ( Jó 3 Núm. 11:10-15 Jonas 4:1-3 Ex 6:9 Mt 26:75).
Contudo, cada um desses, que se afundou na depressão, eventualmente se livrou dela e experimentou uma alegria nova e duradoura.

III) As Causas da Depressão
1. Causas físico-genéticas: a depressão freqüentemente tem uma origem física. A falta de sono e uma alimentação imprópria estão entre as causas físicas mais simples (contudo, muitas vezes esses sinais estão classificados também como sintomas de uma depressão). Outros fatores: efeitos de entorpecentes (LSD, cocaína e crack), contagem baixa de açucar no sangue, elementos químicos em desequilibrio no organismo, tumores cerebrais e desordens glandulares. Há também a possibilidade de a depressão ser hereditária.
2. Causas Ambientais: as experiências na infância levam à depressão na vida adulta? Algumas evidências indicariam uma resposta positiva. A depressão é mais provável quando os pais aberta ou sutilmente rejeitam os filhos, ou quando famílias que procuram ?status? estabelecem padrões


elevados demais que não podem ser alcançados pelos filhos. Quando os padrões são excessivamente altos, o fracasso torna-se inevitável e o indivíduo fica deprimido em reação a uma nítida discrepância entre os alvos e as realizações.
3. Incapacidade Aprendida: uma teoria recente afirma que a depressão vem quando encontramos situações sobre as quais não temos contrôle. Quando percebemos que nossos atos não terão resultado, por mais que tentemos, que nada podemos fazer para aliviar o sofrimento, alcançar um alvo ou produzir uma mudança, a depressão então, torna-se uma causa comum. Ela surge quando nos sentimos incapazes e desistimos de tentar.
4. Pensamento Negativo: não é difícil habituar-se a um padrão de pensamentos negativos, vendo o lado escuro da vida e esquecendo-se do que é positivo. Mas o pensamento negativo pode levar à depressão e quando a pessoa deprimida continua a pensar negativamente a depressão é mais intensa ainda.
5. Tensão: as tensões da vida estimulam a depressão, especialmente quando essas tensões acarretam perdas (emprego, posição, saúde, liberdade, uma competição, divórcio, morte ou separações prolongadas).
6. Ira: a explicação mais antiga, mais comum e talvez a mais largamente aceita para a depressão é a que envolve o sentimento de ira voltado para dentro, contra si mesmo. O que acontece quando um indivíduo sente-se frustrado, ressentido e cheio de ira?
Se a ira é negada ou empurrada para fora da nossa mente, ela ?inflama em oculto? e eventualmente nos destrói. Veja o seguinte diagrama:
Mágoa ---------------------- Ira--------------------------- Vingança----------------------- Ação destrutiva ou Sintomas Psicosso-
(a primeira emoção a (a Segunda emoção a ser (a terceira emoção a ser - máticos ou depressão.
ser sentida) sentida. Esta esconde a sentida. Ela oculta a má- (a Quarta emoção a ser sentida. Ela
mágoa) goa e a ira) oculta a mágoa, a ira e o sentimento de
de vingança)

Talvez nos sintamos mais irados quando feridos por uma decepção ou pelos atos de outrem.
Em lugar de admitir a mágoa, as pessoas ficam se remoendo, ponderam sobre o acontecido e começam a ficar zangadas. A ira então cresce e torna-se tão forte que oculta a mágoa.
Se ela não for admitida e expressa, sendo enfrentada, resulta em vingança. A vingança leva, às vezes a atos violentos e destrutivos. Mas, para o cristão, a violência é inaceitável. Como resultado, algumas pessoas escondem os seus sentimentos.
Isso exige energia e desgaste do corpo, de modo que as emoções eventualmente vem ?a superfície na forma de sintomas psicossomáticos?. A depressão freqüentemente oculta a mágoa, ira e ressentimentos adjacentes.
7. Culpa: não é difícil compreender porque a culpa pode levar à depressão. Quando a pessoa sente que falhou ou fez algo errado, surge a culpa e, juntamente com ela a auto-condenação, frustração, desesperança e outros sintomas de depressão. A culpa e a depressão ocorrem juntas com tanta freqüência que é difícil determinar qual delas surge primeiro.

IV) Efeitos da Depressão
A depressão leva a qualquer dos seguintes efeitos, ou a todos eles. Em geral, quanto mais profunda a depressão mais intensos serão os seus efeitos.
1.Infelicidade e Ineficiência: os indivíduos deprimidos quase sempre sentem-se desanimados, auto-críticos e miseráveis. Falta-lhes entusiasmo, mostram-se indecisos e algumas vezes tem pouca energia para fazer as coisas mais simples.
2. Reações mascaradas: agressividade e explosões de mau gênio; comportamento impulsivo (jogatina, bebedeira, violência, impulso para destruição e sexo compulsivo); tendência para acidentes; trabalho compulsivo e problemas sexuais. Esses sintomas mascarados podem ocorrer em crianças, adolescentes e adultos.
3. Retração: desejo de afastar-se dos outros, de devanear e de escapar para o mundo da televisão, novelas, álcool ou drogas. Alguns sonham em fugir ou encontrar um emprego mais simples.
4. Suicídio: é o mais simples e completo meio de escape.

V) Como Evitar a Depressão
A depressão pode ser evitada? Não. Creio que sómente as depressões de longa duração são evitáveis. Existem várias maneiras de se fazer isso.
1. Confiança em Deus: Ver Fil. 4:11, 12, 13, 19. Da mesma forma que nos dias de Paulo, a convicção de que Deus está vivo e controla tudo pode dar esperança e encorajamento hoje.
2. Espere o Desânimo: quando somos suficientemente realistas para contar com o sofrimento e, bastante informados para saber que Deus está sempre no contrôle, podemos então tratar melhor do desânimo e evitar cair em depressão profunda.
3. Aprender a tratar com a ira e a culpa: devemos pedir a Deus para ajudar-nos a esquecer o passado, a perdoar os que pecaram contra nós e a perdoar a nós mesmos.
4. Forneça apoio: um grupo de pessoas que aprende a interessar-se mútuamente, pode fazer muito para suavizar o trauma das crises.
5. Estenda a mão: o estímulo de uma comunidade de ajuda é, portanto, um meio indireto de evitar a depressão.
6. Encoraje a aptidão física: um corpo sadio é menos suscetível a doenças mentais e físicas.

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