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Jesus Cristo nunca multiplicou pães
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Publicado em: 21/5/2008
Por: Célio Pedrosa
Assembléia de Deus - Olinda - PE
pedrosacelio@hotmail.com
 


Antes de se fazer a apresentação desta rica e audaciosa matéria que envolve esse conhecidíssimo tema bíblico da multiplicação dos pães, duas vezes procedidas por Jesus Cristo, é sem sombras de dúvidas, de suma importância, se falar sobre esse intrigante título que lhe encabeça: Jesus nunca multiplicou pães.

Atente o leitor, em nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que este referido título não exprime o pensamento da mente salva em Cristo Jesus, do ousado e audacioso autor desta matéria, e sim, o título expressa as bizarras considerações e o conceito bíblico de Allan Kardek para o grande e prodigioso acontecimento histórico bíblico da multiplicação dos pães.

Concordantemente, o objetivo principal e intencional desta matéria é apresentar e depois refutar as considerações e as afirmativas dos ensinos espíritas para o referido episódio, mostrando, segundo os próprios escritos kardecista, que o título faz jus as aberrantes e estapafúrdias interpretações bíblicas kardecista referentes à grande e prodigiosa realização de Jesus Cristo na multiplicação dos pães materiais.

De início é muito importante esclarecer que o Espiritismo Kardecista reivindica ser a terceira revelação de Deus aos homens.

A primeira, (segundo Kardek) deu-se em Moisés, a segunda em Jesus Cristo, e a terceira no Consolador prometido por Jesus Cristo, (o qual afirma Kardek) ser os Ensinos dos Espíritos desencarnados.

Nesta condição o Espiritismo se auto apresenta como o Espiritismo Cristão, por achar-se total e concordante com a palavra de Deus.

Defende ser a Bíblia, um livro de linguagem totalmente figurada, cuja interpretação e ensinamento inteligível é exclusiva dos Espíritos de Luz, por serem Vozes do Céu.

Para o Espiritismo Kardecista, a multiplicação dos pães, procedida por Jesus Cristo, tanto a primeira como a segunda, não aconteceu em forma de pão, alimento para o corpo, como os cristãos interpretam e divulgam.

Allan Kardek, em seu livro, a Gênese de Kardek. Afirma ser um engano, por falta de conhecimento recebido dos Espíritos de Luz, pregar que a multiplicação dos pães se deu na ordem material, ou seja, na alimentação do corpo.

Segundo seus escritos, o que houve realmente, da parte de Jesus Cristo, como Médium de Deus, foi nada mais do que uma alimentação espiritual, saciando espiritualmente aquela multidão.

Consequentemente é com base justamente nesta bizarra e destonteante teoria espírita kardecista referente à multiplicação dos pães, que esta matéria ousadamente recebe este conflitante título: Jesus nunca multiplicou pães.

Afirmativamente, e sem condições hipotéticas, ele diz que neste episódio não houve alimentação com pão terreno, por não haver necessidade para tal.

O que houve realmente foi à perda da fome carnal dos ouvintes inebriados pelo poder magnético de Jesus Cristo, a ponto de passarem três dias sem sentir fome.

Kardek defende que o fato da alimentação daquela multidão foi real, mas o prodígio ocorrido neste acontecimento não está no(não acontecido) aumento de quantidade de pão, e sim na prodigiosa façanha de Jesus Cristo em fazer o povo não sentir fome.

Reitera que, Jesus Cristo, pela sua mediunidade, provocou a falta de fome nos ouvintes, não houve, em hipótese alguma, necessidade de multiplicação de pão para alimentação do corpo.

Esse blasfemo absurdo pode ser constatado nos próprios escritos Kardecista, aqui reproduzidos na risca.

(Livro: A Gênese de Allan Kardek- cap. XV : paragf, 48 pág. 339)
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É sabido que uma grande preocupação do espírito. Bem como a atenção fortemente presa a uma coisa faz esquecer a fome. Ora, os que acompanhavam a Jesus eram criaturas ávidas de ouvi-lo; nada há, pois, de espantar em que fascinados pela sua palavra e também, talvez, pela poderosa ação magnética que ele exercia sobre os que o cercavam eles não tinham experimentado a vontade material de comer.

Prevendo esse resultado, Jesus nenhuma dificuldade teve para tranqüilizar, dizendo-lhes, na linguagem figurada que lhe era habitual e admitido que realmente houvessem trazido alguns pães, que estes bastariam para matar a fome da multidão. “Simultaneamente, “ministrava aos referidos discípulos um ensinamento, com o lhes dizer:” Dai-lhes vós mesmo de comer.” Ensinava-lhes assim que também eles podiam alimentar por meio da palavra.

Desse modo, a par do sentido moral alegórico, produziu-se um efeito fisiológico, natural e muito conhecido. O prodígio, no caso, está no ascendente da palavra de Jesus, poderosa bastante para cativar a atenção de uma multidão imensa, ao ponto de fazê-la esquecer de comer. Esse poder moral comprova a superioridade de Jesus, muito mais do que o fato puramente material dos pães, que tem que ser considerado como alegoria.
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Refutando Kardek

Dois fatores muito importantes a serem observados nestes relatos do livro espírita: A Gênese de Allan Kardek, é que ele omite comentários acerca dos pães que sobraram. O fato anedótico de a multidão esquecer a fome não faria surgir os vários cestos de resto de pães e de peixes. Segundamente, Kardek em seus escritos, referente à multiplicação dos pães espirituais (como ele defende), mostra um Jesus totalmente irresponsável, desumano, e sem amor pelas suas ovelhas. Ao afirmar que Jesus os alimentou só com palavras, e não de alimento corporal, isso mostra a desumanidade e o mau caráter do Jesus Kardecista em despedir a multidão faminta ha três dias, sem se preocupar que fatalmente o povo iria desfalecer pelo caminho por falta de condições físicas, principalmente as crianças. Causa admiração, uma crença embasada (como dizem eles) no supremo amor e caridade do Espírito elevado de Jesus, pregar um Jesus mau caráter, chantagista, e desumano, e não, o Amor de Deus em forma humana.

Essa quimérica proposta kardecista, mostra clara e transparentemente, que o homem natural não tem recursos para compreender os mistérios divinos contidos na Escrituras, por motivo que a mente do homem sem a revelação de Deus se confunde facilmente por depender do raciocínio humano. No caso, o Espiritismo, fundamentado na Lei da Progressividade tem como base para interpretar a bíblia, a Razão unida a Ciência.

Comentário bíblico

Dentro do sentido estritamente bíblico, a realidade divina sobrenatural da multiplicação dos pães é apresentada segundo a visão de cada escritor, mas todos eles pretensiosamente apontam para o mesmo fato: Uma grande multidão saciada da fome física, pelo efeito sobrenatural prodigioso de alguns pães e peixes serem milagrosamente reproduzidos e ainda gerarem grande quantidade de sobra.

O escritor sagrado Marcos, mostra que a primeira multiplicação dos pães para alimento do corpo, se deu por motivo circunstancial, de quando os apóstolos voltaram de sua primeira missão evangelística, Jesus quis dar descanso a eles evitando a multidão.

Neste primeiro episódio dos pães, segundo Marcos, a multidão surpresamente seguiu a Jesus e aos apóstolos. É importante observar que neste caso específico, Jesus teve compaixão da multidão, só no sentido espiritual, e esse encontro só durou um dia. Mesmo assim, Jesus faz o milagre de, cinco pães e dois peixes, saciarem a fome física de quase cinco mil pessoas, contando-se homens, mulheres e crianças, sobrando doze cestos de resto de pães e peixes.

(Mc 6:30,44)
Reuniram-se os apóstolos com Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Ao que ele lhes disse: Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que vinham e iam, e não tinham tempo nem para comer.
Retiraram-se, pois, no barco para um lugar deserto, à parte.
Muitos, porém, os viram partir, e os reconheceram; e para lá correram a pé de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles.
E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Estando a hora já muito adiantada, aproximaram-se dele seus discípulos e disseram: O lugar é deserto, e a hora já está muito adiantada;
despede-os, para que vão aos sítios e às aldeias, em redor, e comprem para si o que comer.
Ele, porém, lhes respondeu: Dai-lhes vós de comer. Então eles lhe perguntaram: Havemos de ir comprar duzentos denários de pão e dar-lhes de comer?
Ao que ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver. E, tendo-se informado, responderam: Cinco Então lhes ordenou que a todos fizessem reclinar-se, em grupos, sobre a relva verde.
E tomando os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou; partiu os pães e os entregava a seus discípulos para lhos servirem; também repartiu os dois peixes por todos.
E todos comeram e se fartaram.
Em seguida, recolheram doze cestos cheios dos pedaços de pão e de peixe.
Ora, os que comeram os pães eram cinco mil homens.

A segunda multiplicação é observada pelo escritor sagrado Mateus, numa visão mais completa que a de Marcos, por motivo de Mateus acrescentar o acontecido na Galiléia.

Entretanto, tanto Mateus, quanto Marcos, mostra que desta feita, Jesus teve compaixão da multidão, observando o estado físico da população seguidora dele há três dias, e ele temeu que o povo desfalecerem no caminho de volta por fraqueza física,


(Mt 15:29.30)
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Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galiléia; e, subindo ao monte, sentou-se ali.
E vieram a ele grandes multidões, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e outros muitos, e lhos puseram aos pés; e ele os curou;
de modo que a multidão se admirou, vendo mudos a falar, aleijados a ficar sãos, coxos a andar, cegos a ver; e glorificaram ao Deus de Israel.
Jesus chamou os seus discípulos, e disse: Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho.
Disseram-lhe os discípulos: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para fartar tamanha multidão?
Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos.
E tendo ele ordenado ao povo que se sentasse no chão,
tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos á multidão.
Assim todos comeram, e se fartaram; e do que sobejou dos pedaços levantaram sete alcofas cheias.
Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens além de mulheres e crianças.
E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã.
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Esses relatos bíblicos anulam totalmente a proposta ridícula da multiplicação kardecista que apresenta como já foi aqui comentado, um Jesus miserável e irresponsável a ponto de iludir o povo com palavras propíciosamente enganosas, sem se preocupar com o estado de saúde física deles, ignorando o número de mulheres e crianças, como se o esquecimento da fome desse condições de não desfalecerem pelo caminho de volta as suas cidades de origem.

Esse alimento espiritual oferecido pelo Espiritismo pode-se considerar o pão da miséria.

Conclusivamente, esta matéria, ousadamente e com propriedade e segurança na Palavra de Deus, afirma como verdade absoluta que: Jesus Cristo nunca multiplicou pães espirituais.

Endereço para resposta: pedrosacelio@hotmail.com


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