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"CRISTO FORMADO EM NÓS"
( 1846 visitas )

Publicado em: 2/1/2009
Por: Levi Cândido
Batista/Barueri - Barueri/SP
candidolevi@ig.com.br
 


“Meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” Gl 4:19.
No que se concerne à obra da salvação, consideraremos três aspectos que as Escrituras nos mostram o que o Pai nos providenciou através do Seu Filho Amado Jesus Cristo. São eles: justificação, santificação e glorificação. Na justificação, vemos aquilo que Deus fez por nós pelo sacrifício de Seu Filho na cruz do Calvário. “Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” 2 Co 5:21. Neste sacrifício substitutivo, nós fomos libertos da condenação do pecado pela oferta do corpo de Cristo na cruz, conforme registrado em Gálatas 3:13. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”.

A justificação é algo que aconteceu fora de nós, pois não havia nenhum mérito em nós para que fôssemos justificados. Pelo contrário, havia razões indiscutíveis para sermos condenados, não fosse pela misericordiosa graça de Deus. Por isso, as Escrituras declaram que recebemos a justificação por graça, e isto pelos méritos suficientes de Cristo, e de Seu sacrifício vicário. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos.(Rm3:24,25) “A justificação acontece na mente de Deus, e não no sistema nervoso do crente”.

Todos aqueles que creram em Jesus Cristo, como conseqüência da graça soberana de Deus, e foram unidos a Cristo em sua morte e ressurreição, receberam a justificação. “Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica”. (Rm 5:1, Rm 8:33). E a garantia de nossa justificação, é a obra consumada de Jesus Cristo. “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação”(Rm 4:25). “A justiça de Cristo declarada na alta corte de justiça, é nossa absolvição completa e final”. Não há mais condenação para aqueles que foram regenerados pela graça de Deus em Cristo. “Agora, pois já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1).

Alguém já disse que “Justificação tem duas partes: significa que Deus aceita os pecadores como justos; e também significa a experiência de certeza quando os pecadores sabem que são justificados” . Agora, a justificação necessariamente resultará na santificação. Romanos Capítulo 5 verso 18, fala-nos sobre a justificação que dá vida. “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” Isto quer dizer que, aquele que foi justificado por Deus, este é santo num processo contínuo de santidade, que sem dúvida, desembocará na glorificação final.. “A justificação é aquilo que Deus faz por nós através da pessoa de Jesus Cristo, enquanto a santificação é quase exclusivamente aquilo que Deus faz em nós, por meio do Espírito Santo”.

Neste ponto é preciso observarmos que, embora inseparáveis na obra da salvação, a justificação é um ato único que aconteceu uma única vez, enquanto a santificação é um processo contínuo.”Justificação e santificação são diferenciáveis,mas não separáveis”. Podemos colocar desta forma: “Nós fomos justificados por Deus em Cristo Jesus pela nossa morte juntamente com ele, estamos sendo santificados pela sua vida em nós, e seremos glorificados quando Ele voltar”.Em 1ªJoão3:2 lemos: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que,quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é.” “Assim, a justificação dá ao crente a garantia da sua santificação, para esperar com toda a alegria a glorificação final, onde a salvação estará realizada”.

Isto é o que as Escrituras nos mostram; Cristo é tanto justiça, como santificação e também redenção para nós, e isto da parte de Deus Pai. “Mas vós sois dEle em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”(1Co1:30). Para compreendermos o plano e propósito da salvação, precisamos de Cristo como nossa sabedoria; para sermos libertos da condenação do pecado, precisamos de Cristo como nossa justiça; para sermos santificados – pois sem santificação ninguém verá o Senhor-, precisamos de Cristo como nossa santificação; e para sermos libertos de nossa condição corporal e implicações do pecado, precisamos de Cristo como nossa redenção. Cristo está sendo formado em nós, este é o supremo propósito do Pai. “Onde não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”(Cl3:11).

Nas palavras de Martin Lloyd-Jones “qualquer coisa que se apresente como cristianismo, mas que não insista na absoluta e essencial necessidade de Cristo, não é cristianismo. Se Ele não for o coração, a alma e o centro, o princípio e o fim do que é oferecido como salvação, não é a salvação cristã, seja lá o que for.” E continua o mesmo autor dizendo: “Ser salvo é estar em Cristo; não simplesmente crer no seu ensino, mas estar nEle, e ser participante da sua vida, da sua morte, do seu sepultamento, da sua ressurreição, da sua ascensão”. Cristo formado em nós, é o supremo propósito do Pai, mesmo antes da fundação do mundo. Podemos ler em Romanos 8:28-30. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. “...Até que Cristo seja formado em vós”. Irmãos em Cristo, todos nós que fomos chamados por Deus seremos conformados à imagem de Cristo. Aleluia!

No coração do amoroso Pai, Seu Filho ocupa a primazia. O Pai nos ama e está levando-nos até o Seu propósito, por isso preparou inúmeras circunstâncias onde seremos provados e disciplinados, com o fim de sermos participantes de sua santidade. “Porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como a filhos); pois, que filho há a quem o Pai não corrige? Mas se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo sois bastardos, e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai dos espíritos e então viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade”(Hb12:6-10).

Como diz Martinho Lutero “Por isso Deus impôs a todos nós a morte, e deu a seus filhos mais queridos a cruz de Cristo com inúmeros sofrimentos e necessidades”. Contanto seja este o projeto do Pai a nós, ele providenciará circunstâncias especiais, provações e até mesmo sofrimentos, para despirmo-nos de nós mesmos, e revestirmos de Cristo. “Convém que ele cresça e eu diminua” (Jo 3:30), deve ser a aspiração de todo filho de Aba. Penso que a paráfrase mais oportuna para este versículo deveria ser: “É necessário que Cristo cresça e que eu desapareça”. E para isso, é necessário provações para podermos ser revelados a nós mesmos. Porém como alguém já afirmou : “Deus nos envia muitas bênçãos disfarçadas de tribulações”, e “o propósito das provações é a nossa edificação, e não o nosso prejuízo”.

Lemos sobre o propósito das provações em Atos 14:22: “Fortalecendo as almas dos discípulos, e exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” Não obstante os sofrimentos e tribulações que nos envolvem, devemos saber que o Pai celestial está no controle de tudo, “Aquele que é sábio demais para errar e demais amoroso para ser cruel”. E tudo que nos acontece, Deus determinou para o nosso bem , conforme Romamos 8:28; “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Irmãos, um santo já disse: “não julgues o Senhor por sua razão fraca, mas confia nele por sua graça. Por trás de uma providência indiferente, ele esconde um rosto sorridente”. Cristo está sendo formado em nós, e aos Seus propósitos o Senhor não renunciará.

Amém.


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