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Tempo de Reconstruir
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Publicado em: 30/8/2009
Por: Hélio Márcio Barbosa Fernandes
Igreja da Bíblia - Contagem - MG
helio.historia@yahoo.com.br
 


Neemias 1. 1-11
“As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,

Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém.

E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.
E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.

E disse: Ah! SENHOR Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guarda a aliança e a benignidade para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos;

Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; também eu e a casa de meu pai temos pecado.

De todo nos corrompemos contra ti, e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo.

Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos.

E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.

Eles são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão.

Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei.”

O Livro de Neemias, é um relato precioso de um homem de Deus que mesmo estando em uma posição de conforto, trabalhando dentro da fortaleza de Susã, cidade sede do Império e servindo o rei Artaxerxes, preocupou-se com a condição dos judeus que viviam em Jerusalem em situação miserável e com as condições estruturais da cidade de Jerusalem cujos muros e portas já não possiblitavam segurança..

Ao ser informado da situação real de Jerusalem, a reação de Neemias foi de tristesa:

“E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.”

Na antiguidade classica, como tambem em outros periodos da humanidade, era primordial a existencias de cidades fortificadas. Jerusalem era uma cidade fortificada. Os judeus tinham orgulho de suas muralhas e de suas portas, que para eles além de representar estratérgicamente uma segurança militar também guardava a memoria do povo judeu.

É neste contexto que chamo os leitores para uma reflexão. Quando ministrei esta mensagem na Igreja local, convidei os ouvintes para refletir sobre o tema e houve um mover forte do Espírito do Senhor entre nós. Tal como Neemias também sofremos tristezas advindas das roturas dos muros de nossa vida. São elas, brechas que por algum motivo são abertas, e atraves delas os nossos adversários aproveitam para trazer problemas que causam tristezas. E satanás, segundo as escrituras sagradas tem uma triplice missão: matar, roubar, e destrui. (Jo.10.10), porem, tambem podemos agir como Neemias; Ele foi para a oração e após preparar-se espiritualmente tomou uma ação consideravel:

“Sucedeu, pois, no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu peguei o vinho e o dei ao rei; porém eu nunca estivera triste diante dele.

E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração; então temi sobremaneira.

E disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo?

E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus,

E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.

Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo.” (Ne 2.1-6).

Neemias chegou em Jerusalem determinado a reconstruir as muralhas da cidade, encontrou boa vontade entre os Judeus, mas encontrou resistência por parte de tres homens, legitimos mensageiros de Satanas. Sambalate, Tobias e Gesém, tres estrangeiros que uniram para impedirem a reconstrução. O que esses adversários não sabiam é que Neemias estava investido de autoridade, primeiro do Senhor dos Exércitos e segundo debaixo da autorização do soberano babilonico. Estes adversários eram crueis, já haviam impedido outras tentativas anteriores de reconstrução até mesmo de emissários dos reis Ciro e Dario, Antecessores de Artaxerxes. Porem nesta ocasião eles se depararam com um homem de Deus disposto a reverter a situação dos judeus. Alguem que antes de tomar a iniciativa buscou primeiro o reino de Deus e a sua justiça e percebeu que Deus o honraria.

Analisando a situação e procurando fazer um paralelo com a nossa realidade, percebo que também lutamos contra muitas adversidades. O povo de Deus é um povo forte, mas os adversários procuram sempre interromper o avanço da igreja, temos também nossas lutas particulares; conflitos familiares, crises conjugais, dificuldades financeiras, crises de saude, e tantos outros que enfrentamos no dia a dia. No entanto não estamos sozinho, há alguem que nos cerca com os muros da proteção e o anjo do Senhor acampa ao nosso redor.

Para ter exito na reconstrução dos muros de Jerusalem, Neemias buscoun estratégias que lhe possiblitou defesa e de continuidade. A obra não parou, e os inimigos ficaram frustrados:

“Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos; assim faremos cessar a obra.

E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares, tornarão contra nós.

Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos.

E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados, e ao restante do povo: Não os temais; lembrai-vos do grande e terrível Senhor, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas.

E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra.

E sucedeu que, desde aquele dia, metade dos meus servos trabalhava na obra, e metade deles tinha as lanças, os escudos, os arcos e as couraças; e os líderes estavam por detrás de toda a casa de Judá.

Os que edificavam o muro, os que traziam as cargas e os que carregavam, cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas.

E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo.

E disse eu aos nobres, aos magistrados e ao restante do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros.

No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós.

Assim trabalhávamos na obra; e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas.

Também naquele tempo disse ao povo: Cada um com o seu servo fique em Jerusalém, para que à noite nos sirvam de guarda, e de dia na obra.

E nem eu, nem meus irmãos, nem meus servos, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um tinha suas armas e água.” (Ne 4.11-23).

Cinquenta e dois dias se passaram até o final da reconstrução. Neemias e os judeus alegraram-se em grande jubilo. Artaxerxes, nomeou a Neemias como governador civil de Jerusalem e este fazendo jus ao seu nome que sinifica: Deus conforta, levou os judeus a uma posição de conforto naqueles dias.

Pretendo tambem, estimular a Igreja do Senhor a buscar o connforto no Senhor. Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vos estarei triste, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.” (Jo 16.20).

A Igreja até poderá passar por situações de desconforto e tristeza, mas há uma certeza gloriosa proferida no salmo 30: “O choro pode durar uma noite mas a alegria vem ao amanhecer.” (Sl. 30.5)

Os adiversários do povo de Deus não devem ser substimados, mas temos que marchar de cabeça erguida e trabalhar enquanto é dia pelo Reino de Deus, sabendo que “ Toda a ferramenta preparada contra a Igreja não prosperará e que ela pode descansar na sombra do Deus onipotente.

Ainda que os inimigos faça planos, ainda que tentem atacar, em qualquer circunstância, creia no Deus forte e nele confie, porque: “Os que confiam no Senhor serão como o Monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.” (Sl. 125.1).

E para finalizar esta mensagem que creio ser pela vontade do Espírito de Deus que você esteja lendo, afirmo que as promessas do Senhor são infalíveis. As Escrituras Sagradas confirmam: “Pois contra Jacó não vale encantamento” (Nu. 23.23), Somos descendência de Abraão, somos do Israel Espiritual. E satanás poderá investir contra nós mas não terá sucessos porque Aquele que está consoco já venceu o diabo.

Amém.


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