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Chibolete ou Sibolete?
( 2655 visitas )

Publicado em: 21/12/2010
Por: Ricardo Eleuterio dos Anjos
Ricardo Eleutério - Birigui - SP
ricardo.eleuterio@hotmail.com
 

Chibolete ou Sibolete?

Os homens da tribo de Efraim se reuniram para lutar. Eles atravessaram o rio Jordão para o lado de Zafom e disseram a Jefté: – Por que é que você saiu para combater os amonitas e não nos chamou para irmos também? Por causa disso nós vamos queimar a sua casa com você dentro! Mas Jefté respondeu: – Eu e o meu povo tínhamos uma briga séria com os amonitas. Chamei vocês, mas vocês não me livraram deles. Quando vi que vocês não iam me ajudar, arrisquei a vida e fui combater contra eles. E o Senhor Deus me deu a vitória. Então por que é que vocês vêm agora lutar contra mim? Aí Jefté juntou todos os homens de Gileade. Eles guerrearam contra os homens de Efraim e os derrotaram. Fizeram isso porque os efraimitas tinham dito: “Vocês, gileaditas que moram nas terras de Efraim e de Manassés, são desertores de Efraim.” Para não deixar que os efraimitas passassem, os gileaditas tomaram os lugares onde o rio Jordão podia ser atravessado. Quando algum efraimita que estava tentando escapar pedia para atravessar o rio, os homens de Gileade perguntavam: – Você é efraimita? Se ele respondia que não, eles o mandavam dizer a palavra “Chibolete”. Mas, se ele dizia “Sibolete” porque não podia falar direito a palavra, então o agarravam e matavam ali mesmo, na beira do rio Jordão. Naquela ocasião foram mortos quarenta e dois mil efraimitas. Jefté, o gileadita, governou Israel durante seis anos. Então morreu e foi sepultado na sua cidade natal, em Gileade. (Juízes 12:1-7)

    A maneira como falamos é uma possibilidade de sinalizar de onde viemos. Encontramos no Brasil, como em muitos outros países, diversos dialetos que estão espalhados entre os estados. É fácil identificar o sotaque dos gaúchos e reconhecer a linha melódica tão peculiar dos baianos, dos cearenses, dos nordestinos em geral, dos mineiros, etc. Lembro-me de quando estudava numa escola no interior de São Paulo e de como nos encantamos da forma diferente como falava uma nova colega de classe que veio do Rio de Janeiro.

Até dentro de um mesmo estado do país, encontramos formas diferentes de pronuncias, é só observarmos, por exemplo, essas peculiaridades na capital de São Paulo e no interior do estado. Ao ministrar uma série de palestras no estado de São Paulo, pude notar estas diversidades ao visitar algumas cidades como Piracicaba, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba, Birigui, Penápolis, Monte Aprazível, entre outras.

Ficaríamos por muito tempo comentando sobre a tamanha diversidade de dialetos encontrados em nosso país e entre os países do mundo. Da mesma forma, na Palestina, a língua hebraica apresentava certas diferenças dialetais conforme demonstra o texto de Juízes, acima citado. Jefté, nascido da tribo de Gileade – um dos juízes em Israel – com seu exército, derrotaram o exército dos Amonitas. Após a grande vitória, uma tribo de Israel (os Efraimitas), declarou guerra contra Jefté por não ter participado da batalha contra os Amonitas. Estes Efraimitas sempre demonstraram seu afã de estar acima das outras tribos de Israel, talvez devido ao acontecimento registrado em Gêneses 48:13-20. Não fora a primeira vez em que os efraimitas demonstraram sua arrogância, prepotência e soberba (Juízes 8).
Conforme o texto de Juízes 12, quarenta e dois mil efraimitas foram mortos pelo exército de Jefté, simplesmente por causa de um dialeto: “Chibolete”. Assim, os efraimitas foram identificados por não pronunciarem a palavra “Chibolete” e sim, “Sibolete” (Chibolete ou Sibolete é uma palavra hebraica que significa espiga e também corrente de água).

Além de demonstrar de onde viemos, a maneira como falamos pode, algumas vezes, demonstrar quem somos. Desta forma, os diferentes dialetos e pronuncias não são encontrados no aspecto externo, ou seja, no país, nos estados, na cidade ou na família. Tais diferenças são encontradas dentro de nós mesmos. Há certos “dialetos” que possuímos que identifica quem somos.

Os efraimitas tentaram escapar da morte ao dizerem ser de Gileade, porém, ao passar por uma prova, foram reprovados. Eles até poderiam falar que eram gileaditas ou de qualquer outra tribo de Israel, mas, no entanto, falavam como efraimitas: “Quando algum efraimita que estava tentando escapar pedia para atravessar o rio, os homens de Gileade perguntavam: – Você é efraimita? Se ele respondia que não, eles o mandavam dizer a palavra “Chibolete”. [...] dizia “Sibolete” porque não podia falar direito a palavra...”

Ainda que tentemos disfarçar, ainda que tentemos vestir nossas máscaras, ainda que tentemos reprimir nossa natureza, nada disso adiantaria. Quanto mais negarmos quem somos, mais dificuldades teremos em reconhecer nossos erros, como também nossas virtudes, nossa identidade. O preço desta repressão pode ser muito caro: “Mas, se ele dizia “Sibolete” porque não podia falar direito a palavra, então o agarravam e matavam ali mesmo, na beira do rio Jordão. Naquela ocasião foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.”

Vestimos nossas máscaras para obtermos aceitação social, não obstante, poderemos cair numa armadilha terrível ao representarmos algo que não somos ou algo que as pessoas esperam que sejamos. Muitas pessoas não têm a coragem de ser o que realmente são, por isso representam, é mais fácil andar conforme a moda, conforme as convenções, conforme a vontade da maioria. Porém, isso demonstra uma fraqueza de personalidade.
Quando aceitamos quem somos, quando aceitamos que temos a mesma soberba e arrogância dos efraimitas (muitas vezes pensamos que a “guerra” não pode ser realizada sem a nossa ajuda, pensamos que somos tão importantes que chegamos a acreditar que nossa presença é indispensável), mas, contudo, fortes, guerreiros e filhos de Deus como os mesmos efraimitas, temos a oportunidade de rever nossos conceitos, de renunciar certas atitudes e nos posicionar como criaturas únicas, individualizadas e completas.

Haverá um dia em que a máscara cairá. Haverá um dia em que não suportaremos andar fantasiados. Haverá um dia em que os disfarces não mais nos servirão como esconderijos de nosso verdadeiro eu. Haverá um dia em que o escudo da superficialidade e do estereótipo se quebrará e teremos de provar que não somos outra pessoa se não nós mesmos. Haverá um dia que estaremos diante do “rio Jordão”, diante de uma fase da vida, uma fase de transformação e amadurecimento, onde teremos de falar “Chibolete” ou “Sibolete”.


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