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OLHE PARA A VIDA DE JÓ: DEUS ESTÁ PROVANDO A TUA FÉ!
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Publicado em: 11/2/2011
Por: Fernando César Timóteo Alves
FAMÍLIAS PARA CRISTO - Olinda/PE
familiasparacristo_@hotmail.com
 

“Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1:22).

        A vida de Jó serve-nos de exemplo para as muitas provas que atravessamos nos dias atuais. Embora a Bíblia afirme, no princípio do livro, que Jó “era maior que todos do Oriente” (Jó 1:3), o que ele veio a passar depois disso, foram dias de grande e incalculável sofrimento. Tanto que, se fôssemos atribuir um título para o livro de sua vida, dos sofrimentos desse homem, talvez o que mais se aproximasse da realidade dele fosse “Livro das Provações”. Pois, no Antigo Testamento, não consigo enxergar outro que tenha passado por tão duras situações como Jó passou. Ele foi provado por DEUS em seus limites, foi machucado, amassado, esteve à beira da morte, mas resistiu a tudo com fé e perseverança: “em tudo isso, Jó não pecou nem atribuiu a Deus falta alguma”. Um “ai, meu Deus” não ecoou da sua boca. Jó suportou tudo, todo o sofrimento, sustentando a fé em um DEUS que era o centro da sua vida: “Não veio sobre vós tentação, senão humana. E fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13). Parece que o apóstolo Paulo, ao escrever esse versículo, não só estava olhando para si próprio, para os dissabores que atravessava, como também exortou os cristãos em Corinto a olharem para a vida de Jó. É nela que, muitos anos depois, devemos nos espelhar...

        A trajetória desse homem de DEUS inspira lições importantes para a nossa vida. Apesar de ser um livro considerado poético, a existência de Jó é inquestionável e reconhecida pelos estudiosos. Jó existiu. Basta que leiamos o que está escrito em Ezequiel para termos essa certeza: “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça salvariam apenas sua própria vida” (14:14). Se duvidarmos da existência de Jó, teremos que fazer o mesmo em relação a Noé e Daniel. E além de Jó ter existido, venceu todas as provações pelas quais foi submetido.

        O começo dessa história todos já conhecem: satanás entra na presença de DEUS sem ser convidado e, a partir dali, estabelece-se um diálogo entre ambos:

“Disse o Senhor a satanás:

- de onde vens?
Respondeu satanás:
- de rodear e passear por ela.
Então disse o Senhor a satanás:
- observaste a meu servo Jó? Não há ninguém na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal.
Respondeu satanás ao Senhor:

- teme Jó a Deus em vão! Acaso não O tens protegido de todos os lados a ele, a sua casa e a tudo o que tem? A obra das suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo o que tem, e ele certamente blasfemará de ti na tua face!
Disse o Senhor a satanás:
- muito bem, tudo o que ele tem está no teu poder, mas somente contra ele não estenderás a mão (...)” (Jó 1:7-12).

        Desse instante em diante, o escritor narra que satanás saiu da presença de DEUS para executar o seu intento maligno. Afinal, DEUS havia aceitado o desafio feito por satanás e o autorizado a tirar tudo o que, segundo satanás, fazia com que Jó ainda permanecesse de pé na presença de DEUS. Jó foi vítima da sua própria fidelidade a DEUS. E Nosso SENHOR (usando uma expressão bem popular em nossos dias) colocou as Suas mãos na fogueira, confiando de que Jó, mesmo perdendo tudo, não abandonaria a sua fé. DEUS queria saber, em outras palavras, se a fé do Seu servo era forte e segura por causa somente das grandes riquezas que possuía. E essas riquezas não eram apenas bens materiais, mas envolvia também uma outra bem maior: sua família.

        E satanás se incomodou tanto com Jó, a ponto de entrar na presença de DEUS, porque, certamente, Jó zelava pela família dele. Seus filhos viviam entregues ao pecado, talvez gostassem de farras, prostituição e coisas parecidas. Assim Jó imaginava. Por isso, orava continuamente, santificando-os na presença do SENHOR. E o sofrimento de Jó tem início no exato instante em que seus filhos se divertiam em um daqueles banquetes. Primeiramente, os bois e as jumentas foram mortos à espada pelos sabeus. Em seguida, caiu fogo do céu, queimando suas ovelhas e seus empregados. Depois os camelos, mais servos e, por fim, sobreveio uma grande tempestade da banda do deserto sobre a casa, culminando com a vida de todos os seus filhos. Só lhe restaram a saúde e a esposa. Uma sequência de desastres invadiu a vida de Jó de uma hora para outra. Mas como poderia isso ter acontecido, se ele era um homem íntegro, reto, que temia a DEUS e se desviava do mal? Como tal tragédia poderia vir a existir? Talvez fossem essas as perguntas que saltavam da mente da sua esposa: “O Deus a quem tu serves só pode ser extremamente injusto”.

        A primeira atitude que Jó teve após receber as tristes notícias foi a de se levantar, rasgar as suas vestes, rapar a cabeça, lançar-se em terra, humilhado, para adorar ao Nome do SENHOR. DEUS então nesse momento abre-lhe um sorriso de satisfação, de quem as atitudes sinceras de Jó não eram mesmo atribuídas às suas riquezas. DEUS se alegrou imensamente. Observe a breve oração que Jó fez a DEUS de todo o coração: “Nu saí do ventre da minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (1:21). No deserto, Jó confiou. Ele tinha plena confiança de que DEUS estava no controle da sua vida, embora não entendesse direito o motivo por estar passando tão grande aflição. Não tenho dúvida de que Jó tenha chorado; mar de lágrimas tenha rompido dos seus olhos. Mas o coração dele estava firme, convicto de que, qualquer que fosse o fim, DEUS estaria executando a Sua vontade pura, perfeita e agradável. Existe algo mais doloroso para um pai, que ama muito os seus filhos, vê-los todos morrerem de uma hora para outra? Existe dor pior que a dor da morte? É a dor por não sentir a fé salvadora em CRISTO JESUS. Pois, como bem Jó apregoava em suas atitudes, o fim com CRISTO é o melhor que pode existir.

        Mas seus dissabores não cessaram por aí. Insatisfeito com a atitude de Jó, satanás então retorna derrotado à presença de DEUS.

“Disse o Senhor a satanás:
- de onde vens?
Respondeu satanás ao senhor:
- de rodear a terra, e passear por ela.
Então o Senhor disse a satanás:
- Observaste o meu servo Jó? Não há ninguém na terra semelhante a ele. Homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal. Ele ainda conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.

Respondeu satanás ao Senhor:

- Pele por pele! Tudo o que o homem tem dará pela sua vida. Mas estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele certamente blasfemará de ti na tua face!
Disse o Senhor a satanás:
- Pois bem. Ele está em teu poder, mas poupa-lhe a vida” (Jó 2:2-6).

        E satanás faz agora novo desafio a DEUS. Ele queria, de todo jeito, vê Jó abatido, desistir de sua fé. E a proposta dessa vez foi a de tirar-lhe a boa saúde. Doente, Jó não aguentaria nem renderia graças ao SENHOR. Satanás então saiu “(...) da presença do Senhor, e feriu a Jó de chagas malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça” (vers. 7).

        Mais dor, mais sofrimento na vida daquele homem que já tinha perdido quase tudo o que possuía. O drama de Jó parecia não ter fim. Geralmente, as pessoas sofrem por causa da desobediência a DEUS, dos seus pecados. Os discípulos de CRISTO também tiveram essa visão: “Rabi, quem pecou, este ou os seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele pecou nem seus pais, mas isto aconteceu para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9:2-3). No caso de Jó, o sofrimento tinha uma razão totalmente diferente. Ele sofria porque era íntegro a DEUS e porque lutava pela sua família. E DEUS podia confiar na fidelidade do Seu servo. Como seria louvável se aprendêssemos, assim como Jó nos ensinou, a dar glória a DEUS por tudo que nos acontecesse! Paulo também ensinou esse princípio tão importante e indispensável para sermos vitoriosos: “Regozijai-vos sempre; orai sem cessar; em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessalonicenses 5:16-18).

        Agora Jó está doente, sem forças, repleto de tumores malignos pelo corpo. Só lhe restava a mulher. Eis que a sua única companhia, a sua esposa amada, com quem tinha se casado e dividido todos os momentos felizes de sua vida, imbuído de um pensamento maligno, aconselha seu marido desistir de DEUS e se matar: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). Que triste! Receber o estímulo da desistência exatamente de quem está mais próximo de nós, de quem deveria ser o nosso oxigênio aqui na terra. Quantos de nós passamos por uma situação parecida! Queremos nos manter íntegros diante de DEUS nas lutas, nas adversidades, precisamos de força e de apoio dos nossos parentes ou amigos mais achegados, porém é exatamente deles que ouvimos a voz dizendo que não há mais jeito, pedindo para pararmos. Se fosse aquela mulher a escolhida por DEUS para se submeter às provas, certamente logo seria reprovada. Jó mesmo assim não se intimida, busca do âmago a força necessária, e do coração a sabedoria para respondê-la: “Como fala qualquer doida, assim falas tu. Receberemos o bem de Deus, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios” (Jó 2:10). Satanás ali recebeu o decreto de derrota definitiva na vida de Jó e nunca mais entrou na presença de DEUS para incitá-LO.

        O deserto pelo qual você está atravessando certamente é muito menor que o deserto de Jó. Talvez as circunstâncias em sua frente estejam todas adversas; seus familiares, amigos, irmãos e lideranças da igreja tenham pedido para você desistir, afirmando que não há mais solução para o seu problema. Mas eu te digo com toda a minha fé. O mesmo DEUS que provou a fé de Jó também está provando a sua fidelidade com ELE. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). Nunca mudou nem nunca mudará. Não desista! Tome uma só posição diante de DEUS, assim como Jó tomou: “se eu perdi, foi porque o Senhor permitiu, mas na frente ELE me restituirá”. Jó profetizou em meio ao seu maior sofrimento: “Receberemos o bem de Deus...” (verbo no futuro), porque ele sabia que DEUS nunca desamparou os seus filhos fiéis. E assim foi feito: “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos. E deu o Senhor a Jó o dobro de tudo o que antes possuíra. (...) Assim abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro (...)” (Jó 42:10 e 12). DEUS também te abençoará se tão somente olhares para as atitudes de Jó e conservares a tua fé. DEUS pôs as Suas mãos na fogueira por Jó e elas saíram de lá intactas. Ora, vem, Senhor JESUS!

Fernando César – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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