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As virtudes da mulher sunamita
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Publicado em: 28/4/2011
Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
janio-construcaocivil.blogspot.com
 

"E ela disse ao seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus". (2 Reis 4:9)

O significado do nome Sunamita: "QUE POSSUI A PERFEIÇÃO".

A. Este relato da sunamita e seu filho nos ensinam algo sobre a fé.

B. A história nos mostra o que é a fé e como ela funciona.

C. Na verdade a história não fala diretamente da sua fé, mas os acontecimentos na passagem demonstram fé (2 Re 4:8-10).

D. É mais importante demonstrar a nossa fé do que falar sobre a nossa fé (Tg 2:26).

E. O autor reconhece-a como uma "grande mulher", não só porque ela veio de uma família proeminente, mas também por causa de sua fé (2 Reis 4:8).

Todas nascem com essa habilidade, mas nem todas estão dispostas a usá-la infelizmente! Muitas mulheres pensam que, sendo indiferentes às necessidades das outras pessoas, estarão evitando problemas para si mesmos. Outras não se importam porque estão mais preocupadas com o que as pessoas vão pensar delas ou, simplesmente, porque estão muito ocupadas com suas próprias vidas.

Não é à toa que apenas a mulher graciosa alcança honra. (Provérbios 11.16)

História da Sunamita - II Reis 4:8-37

Essa história chama muito a atenção: "Uma mulher que em meio a mais terrível dor (morte do filho) demonstra tranqüilidade e fé". A Bíblia sequer menciona o seu nome, apenas chama-a de "sunamita", uma referência a cidade de Suném, onde morava. Suném quer dizer: "lugar de repouso". Localizada a sudeste do mar da Galiléia, entre os montes Gilboa e Tabor, na planície de Jezreel é herança da tribo de Issacar.

O profeta Eliseu exercia seu ministério por lá quando foi notado pela sunamita: "Eis que este é um santo homem de Deus". Uma mulher, de discernimento.

Era uma mulher de coração dócil , importante e sensível. Ao ver que Eliseu, o profeta de Deus, passava sempre por sua cidade, ela abriu as portas de sua casa e seu coração para acolhê-lo. Esta sua atitude mostrou o quanto ela amava e era sensível aos que estavam precisando dela, o quanto ela era hospitaleira, qualidade difícil de se encontrar, hoje em dia.

Veja os atributos que faziam parte da vida desta mulher Sunamita, que era um exemplo de hospitalidade, de bondade, de coração piedoso e contente.

1- que tem a alma aberta às necessidades daqueles que o Senhor coloca diante dela;
2- que enxerga, de longe, os que estão precisando dela;
3- que ajuda com docilidade, amabilidade aqueles que estão necessitando dela;
4- que mesmo tendo pouco, não mede esforços em dividir o que tem com aqueles que estão precisando dela;
5- que está sempre pronta para ajudar o seu próximo;
6- que sempre tem força e coragem para ajudar os necessitados.

Era uma mulher submissa, pediu permissão ao marido para realizar algo , com o aval do esposo foi construído um quarto e colocado objetos: uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; para que o profeta ao passar por ali recolhesse , e sucedeu que um dia ele chegou ali, e recolheu-se àquele quarto, e se deitou. Certamente Deus o despertou, disse ao seu servo; Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pós diante dele. Porque ele tinha falado a Geazi: Vai até esta mulher e diz : tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti?

Nem o profeta sabia o que poderia presenteá-la, ela tinha tudo, o profeta ofereceu para ajudá-la, reivindicando qualquer coisa ao rei, é prova que nada lhe faltava, e que o profeta tinha acesso irrestrito ao palácio. Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo. Estava bem junto dos seus.

Eliseu torna-se hóspede dela. Como forma de retribuição, o profeta quis falar com o rei, a fim de lhe conceder favores. A sunamita, respondeu: "Eu habito no meio de meu povo"(II Reis 4:13), ou seja, "sou feliz neste lugar, não necessito de mais riquezas, me agrada o convívio com o povo". Eliseu, então, pede a Deus que lhe dê um filho.

Deus, em resposta a oração de Eliseu, realiza o desejo do coração da bondosa mulher.

Seu filho já crescido, morre de uma dor de cabeça muito forte. Alguns teólogos, dizem que foi acometido de insolação já que passara muito tempo no campo, segando com o seu pai ( II Rs 4: 18-20)

O que fez a sunamita?

Ela deitou o menino no quarto de Eliseu, reuniu os empregados, preparou jumentas e foi até o Monte Carmelo ao encontro do profeta. Seu marido estranhou: Por que vais a ele hoje?" "Ele nem imaginou aonde chegaria à fé da sunamita. Sua resposta beira os limites do incompreensível: "Tudo vai bem".Como? Com o filho morto? "Tudo vai bem"... Suas atitudes demonstram autocontrole possível apenas em estado de total equilíbrio emocional, ou seja, ela não ficou desesperada.

Tribulações em Suném

Você, já passou por algo parecido? Recebeu uma promessa de Deus, e viu essa promessa morrer? A sunamita nos aponta um caminho: "Tudo vai bem", quando cremos em um Deus, que do pó, cria e recria a vida. Por mais difícil que pareça, é preciso repousar em "Suném". Acreditarmos que Deus quer o melhor para aqueles que obedecem e acreditam. Nos momentos mais tenebrosos, de escuridão, que não conseguimos enxergar o futuro. Como se diante de nós houvesse, um grande abismo, sem ligação, com o a esperança, com a felicidade, é preciso, repousar. Agir, de forma surpreendente. Não com a nossa frágil e pequena força. Mas, com a força, vinda do alto, disponível para os buscam com todo o coração:

"Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no Nome do Senhor, e firme-se sobre O seu Deus" (Is 50.10)

"Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração" (Jr 29.11-14).

Encontrar o Senhor, eis a maior dádiva: Ouvir do céu, uma resposta. Nem sempre, recebemos o que pedimos, porém, Deus é sábio, para nos conduzir ao melhor lugar. Aos que conhecem a Deus, o conforto de saber que Ele sempre, sempre quer o melhor para seus filhos. O justo Jó, sofreu os mais terríveis males. Perdeu todos os filhos. No final, a restituição. Deus, zela, ama, e restitui. O diabo, rouba, mina. Deus vem e vivifica, faz transbordar, esta é a herança preparada para os filhos do Reino.

O exemplo da Sunamita nos mostra, não só o lado financeiro, mas o carinho dela para com Deus! Ela era observadora, atenta, zelosa… Sempre que via o homem de Deus passar, o observava, buscava uma forma de auxiliar naquela Obra, de contribuir para a continuidade daquele trabalho, não queria ser indiferente ao que Deus lhe mostrava… Não, mil vezes não! Ela não podia deixar passar aquela, que talvez fosse sua única ou última oportunidade de receber ao Senhor em sua casa, por meio daquele Profeta!!!

Deus não quer que montemos quartos para seus discípulos, somente, mas quer ver seu respeito para com Ele! As igrejas estão cheias de pessoas que tem se comportado como aquela viúva busca a Deus com o intuito de terem seus problemas solucionados, com cobranças e apoiadas na fé alheia, mas a Sunamita não, ela foi diferente, agradou a Deus com o seu melhor, teve prazer (abnegação) em ofertar, e naturalmente. E não o fez só uma vez ("Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação"), mas recepcionava aquele Profeta e seu servo, com alegria, sempre sem pedir nada em troca. Ela teve oportunidade de pedir algo em troca da sua oferta, quando questionada pelo Profeta, se colocou na posição de humilhação ("Habito no meio do meu povo")! Mesmo sendo "rica", sua felicidade não era completa. Deus revelou ao servo de Eliseu a necessidade daquela mulher… Seu marido já era velho e ela ainda não tinha filhos… O profeta a abençoou e o Senhor saciou o desejo mais secreto do coração dela: Deu-lhe o filho tão desejado!!!

Esta Sunamita é prova clara da materialização da promessa: "Que a sua felicidade esteja no SENHOR! Ele lhe dará o que o seu coração deseja. Ponha a sua vida nas mãos do SENHOR, confie nele, e ele o ajudará. Ele fará com que a sua honestidade seja como a luz e com que a justiça da sua causa brilhe como o sol do meio-dia." (Salmos 37:4-6)

“E ela disse ao seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus”. (2 Reis 4:9) Eliseu era realmente um homem de Deus. Seu nome significa "Deus é Salvação". O sucessor de Elias foi um profeta exemplar. Seu trabalho profético, nos reinados de Jeroão, Jeú e Jeoacaz, que estão registrados no livro de II Reis, mostrou a corte idólatra e ao sacerdócio o mesmo espírito de oposição que inspirara Elias. No texto de II Reis 4:9 notamos que esta mulher não teve um amor ágape a primeira vista. "Eis que tenho observado". A sunamita se revela uma mulher observadora, atenta a detalhes, vigilante, e não emocionalmente levada por uma simples "aparência" de "santo homem". "...que passa sempre por nós..." Não era a primeira vez que Eliseu passara próximo a esta mulher e seu marido. Ele já estava na observação apurada da sunamita que viu em seu viver, seu caráter, seu comportamento, que ele excedia em muito a outros que talvez já tivessem passado por ela se intitulando homens de Deus. Eliseu passou pelo crivo crítico de uma mulher rica, que não atentava para outros interesses, senão o de avaliar a santidade, a diferença na estrutura de homem de Deus, muito além das aparências religiosas. "...passa sempre por nós..." Outro detalhe a observar é que Eliseu não adiantou nenhum tipo de bajulação a esta mulher pelo fato dela ser rica. Eliseu não estava nem aí se ela fosse pobre, milionária, mas "passava" por ela e seu esposo, e isso despertou a observância da mulher sunamita na vida santa sem interesses da parte de Eliseu.Mas nos dias de hoje qual homem poderíamos hospedar em nossa casa, com a garantia de ser realmente um "santo homem de Deus", sem sofrermos decepções?! Pelas aparências vemos todos os dias inúmeros pregadores pulando, sapateando, falando em línguas estranhas, tentando a todo custo passar a imagem de um "santo homem de Deus". As desilusões não são poucas de quem cai nas lábias de muitos destes viajadões. Cheques sem fundos, dinheiro emprestado, notas promissórias, e outras tristezas já destruíram lares e vidas em ciladas de quem pensara estar ajudando Eliseus do presente século. Homens que são um verdadeiro furacão de "poder" no púlpito, e entregam revelações e visões que nos deixam boquiabertos, e depois novamente ficamos boquiabertos, com estes mesmos homens, com o rastro que eles deixam de golpes aplicados em vários irmãos, comércios e na igreja. É triste, mas é verdade!

A sunamita era jovem, provavelmente bonita, e, sendo casada com um homem bem mais velho, estava impossibilitada de ter filhos. Para uma mulher daquele tempo isso era um sinal muito triste. Apesar de tudo isso ela está satisfeita. Quando o profeta quis devolver a benfeitoria ela prontamente recusou, alegando: Eu vivo feliz no meio do meu povo. Para ela o simples fato de viver entre as pessoas que a amava e a respeita já era motivo de ser feliz. Seria bom se todos tivessem consciência de quando estão realmente bem. O coração contente não precisa de muito para sentir-se feliz e em paz. Contrário isso é o espírito de descontentamento que paira sobre muitas mulheres.

OS ENSINAMENTOS DA SUNAMITA

1- Que a restauração por ela vivida era preservação da perenidade de seus bens materiais. Isto nos ensina que não devemos abrir mão daquilo que conquistamos em função da graça e misericórdia de Deus em nossas vidas. Devemos lutar por preservar, ou seja, manter livre de corrupção, perigo ou dano. (1 Ts 5.23, 1 Tm 3:9, Hb 4.14, Ap 3.11) 2- Que guardando com firmeza e longe da corrupção o que temos, não precisaremos de restituições, pois ninguém nos roubará e não haverá necessidade de depositar nossos bens que já guardados em Jesus de cujos braços ninguém pode nos arrancar. Por isso mantenhamos firmas a confiança. (1 Jo 4.17, 1 Co 16.13)

3- Que a restauração deve e precisas produzir na vida do restaurado um renovo que nos apresenta bons tesouros (Mt 12:35, Lc 6:45, Mt 19.21).

Que Deus nos ajude a imitar a fé e sabedoria da mulher Sunamita em nome de Jesus.


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