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20 dicas para se libertar da pornografia
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Publicado em: 22/2/2012
Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias - RJ
janio-estudosteolgicos.blogspot.com
 

Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

O consumo de material erótico tem se tornado cada vez mais freqüente entre os próprios evangélicos à medida que a pornografia se torna mais e mais disponível através da mídia e da Internet.

Muito embora as estatísticas sugiram que a média de evangélicos viciados em pornografia é menor do que a média entre outros grupos, ainda assim permanece esta realidade perturbadora: muitos que se dizem filhos de Deus e nascidos de novo vêem, de forma regular, imagens contendo material que, de acordo com a Bíblia, é sexualmente imoral.

Estas imagens expõem e promovem explicitamente o adultério, a prostituição, a fornicação, o homossexualismo e toda sorte de perversão sexual. Os grupos mais atingidos pela indústria pornográfica são os de adolescentes e jovens, muito embora existam muitos adultos envolvidos.

I. Breve Histórico da Pornografia

A representação gráfica da nudez humana, bem como das relações sexuais, é algo bem antigo na história do homem.

A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos Cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra por volta de 1.300 anos antes de Cristo (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos.

Os Cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada.

Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a Queda (Gn 2.25; 3.7-10).

Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais (Ex 28.42-43), a ponto de existir uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Ex 20.26).

Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como “nudez” (Lv 18), “pele nua” (Ex 28.42), “membro viril” (Dt 23.1), “entre os pés” (Dt 28.57) e “parte indecorosa” (1 Co 12.23), só para citar alguns exemplos.

Os gregos antigos usavam temas pornográficos em canções empregadas nos festivais em honra ao deus Dionísio, séculos antes de Cristo. Nas ruínas romanas de Pompéia, destruída na erupção do Vesúvio em 79 d.C., há pinturas pornográficas nas paredes de algumas edificações representando órgãos sexuais masculinos e propaganda de serviços de prostituição.

A pornografia também era usada em algumas culturas orientais antigas como Índia, Japão e China.

Bastante antiga e amplamente divulgada é a obra Kama Sutra, escrita na Índia por volta do ano 2500 a.C., um manual contendo gravuras das mais grotescas formas de relação sexual. Na Europa medieval, o Decamerão (1353) do italiano Giovanni Boccaccio, obra abertamente pornográfica, tinha grande circulação.

Com o advento da mídia eletrônica em décadas recentes, a pornografia passou a ser um problema social de grandes proporções. O cinema, a televisão, o vídeo e a TV a cabo se tornaram canais poderosos pelos quais todos os tipos de pornografia se tornaram amplamente disponíveis ao grande público.

A partir daí a indústria pornográfica cresceu de forma massiva, pois as pessoas passaram a consumir pornografia em suas próprias casas, sem precisar ir ao cinema ou à banca de revistas. Surgiram também jogos pornográficos de computador.

E mais tarde, com o advento da Internet, a disponibilidade e a facilidade de acesso à pornografia multiplicou-se de forma inimaginável. Devido ao acesso internacional e ao custo zero de copiar e baixar imagens na Internet, a cyber-pornografia tornou-se a forma mais popular de pornografia hoje.

II. O Que É Pornografia?

Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. De forma geral, podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados.

A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em particular, as mulheres como objetos sexuais.

A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente “escrever sobre prostituta”. Com o tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O termo é usado hoje de forma negativa.

A indústria pornográfica que produz filmes, revistas, vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como “material adulto”.

Esta manobra é um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.

É importante, porém, fazer uma distinção entre erotismo e pornografia. Existe um erotismo saudável, que consiste na exploração da sexualidade dentro do casamento. O livro de Provérbios nos traz um exemplo disto:

“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.

Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa.

Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?” (Pv 5.15-20)

Ou ainda, o livro de Cantares de Salomão:

“Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho” (Ct 1.2).

“Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus ungüentos do que toda sorte de especiarias! Os teus lábios, noiva minha, destilam mel.

Mel e leite se acham debaixo da tua língua, e a fragrância dos teus vestidos é como a do Líbano” (Ct 4.10-11).

“Os teus beijos são como o bom vinho, vinho que se escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes. Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim. Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos cedo de manhã para ir às vinhas; vejamos se florescem as vides, se abre a flor, se já brotam as romeiras; dar-te-ei ali o meu amor” (Ct 7.9-12).

Estas passagens mostram que o Senhor nos criou com sexualidade e que a mesma pode ser explorada e desfrutada dentro do ambiente do casamento.

A pornografia é diferente, pois visa o excitamento sexual através da exibição de imagens explícitas de sexo, nudez e órgãos sexuais sem fazer qualquer distinção moral ou levar em conta adultério, prostituição, lesbianismo, além de formas pervertidas de relações sexuais.

III. Perguntas e Respostas Sobre a Pornografia

1. Quais os fatores que contribuíram para o crescimento vertiginoso da indústria da pornografia?

São diversos:

a. a liberação sexual iniciada nos anos 60, trazendo libertinagem e permissividade;

b. a crescente exposição da mulher, desde o surgimento do biquíni; o advento da pílula anticoncepcional; o movimento feminista;

c. a ênfase das novas democracias em liberdade de expressão;

d. o surgimento da Internet e do vídeo-cassete.

No Brasil, após a queda da ditadura, veio a liberdade de expressão e com ela a banalização da pornografia.

2. Por que as igrejas não falam mais deste assunto, já que certamente existem muitos membros viciados em pornografia?

Primeiro, porque é considerado como assunto melindroso de ser tratado em público; segundo, alguns líderes receiam despertar o interesse das pessoas pela pornografia se começarem a falar sobre ela; terceiro, pode ser que a própria liderança de algumas igrejas não se sinta autorizada a falar contra isto pelo fato de estarem, eles mesmos, lutando contra a adição à pornografia.

Ao final, é dever da Igreja orientar seus membros quanto ao ensino bíblico da sexualidade. E neste mister terá de encarar a realidade da pornografia entre cristãos.

Uma abordagem honesta, firme e bíblica instruirá a comunidade sem despertar curiosidades indevidas.

3. Músicas populares com letras explicitamente sexuais são também consideradas como pornografia?

Sim. A letra destas músicas contém convites à relação sexual, expressa os desejos e taras sexuais dos autores, descreve as relações sexuais. É inimaginável que cristãos se divirtam ao som de músicas assim.

4. É lícito a casais cristãos usarem material erótico (como revistas e vídeos) em busca de maior enriquecimento das relações sexuais dentro do casamento?

Não, pelas seguintes razões:

a. Produzirá uma comparação injusta do casal com os modelos que posam e encenam para material pornográfico;

b. Abrirá as portas para uma dependência da pornografia, pois aumentará a tolerância para com este tipo de material;

c. Acima de tudo, se constitui em violação do ensino do Senhor Jesus sobre a pureza das intenções no olhar para uma mulher (Mt 5.28), do ensino de Paulo sobre ocupar a mente com coisas aprovadas por Deus (Fp 4.8) e do décimo mandamento “não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Ex 20.17).

Em busca de maiores esclarecimentos e melhoria na vida sexual, casais cristãos podem utilizar livros sobre a sexualidade escritos da perspectiva bíblica, que ajudam a aprofundar a intimidade marital e melhorar a técnica sexual no casamento, sem incorrer em adultério e nos riscos envolvidos no uso de material pornográfico.

5. É errado fantasiar durante as relações maritais, trazendo à mente imagens de relações sexuais?

Sim, conforme resposta dada à pergunta anterior. É uma violação de Mateus 5.28 e de Filipenses 4.8.

6. A pornografia vicia?

A julgar pela quantidade de pessoas que consomem regularmente material pornográfico anos a fio e pela quantidade de cristãos que lutam durante muito tempo para se libertar do hábito de ver pornografia, respondemos que sim.

Da mesma forma que fumantes estão conscientes dos males que o fumo causa à sua saúde, porém não conseguem renunciar ao prazer que fumar lhes traz, os adictos à pornografia, mesmo conscientes dos males que ela traz para sua alma e para sua família, não conseguem com facilidade renunciar ao seu prazer, ainda que pecaminoso.

Adictos da pornografia precisam de ajuda para vencer o hábito.

7. Por que cristãos, que sabem que a pornografia é danosa e pecaminosa, se aventuram ainda a visitar sites pornográficos na Internet?

Vários aspectos da pornografia pela Internet a tornam uma tentação ainda maior para os cristãos: ela é acessível, barata ou grátis, e seu consumo é absolutamente anônimo.

Os cristãos não mais precisam sair de suas casas e enfrentar a vergonha de ir a uma banca de revista ou videoteca para adquirir pornografia – a mesma é abundantemente disponível em sua casa, sob todas as formas, num clique do computador. A razão primordial, porém, é a degradação do coração humano.

Tal corrupção permanece no cristão e o inclina a todo mal. Conforme ensina o Senhor Jesus, “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, … os adultérios … as malícias … a lascívia…” (Mc 7.22-23). Ensina ainda o apóstolo Paulo: “as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gl 5.19).

8. O que caracteriza um cristão viciado em pornografia?

: A principal característica é o consumo regular de material pornográfico. A freqüência pode variar, desde diário até uma ou duas vezes ao mês. O que importa é que o cristão, apesar de sentir-se culpado, acaba sempre retornando para mais uma olhada.

Não estamos dizendo que olhar uma vez por ano é permitido. Continua sendo pecaminoso da mesma forma, mas não caracteriza o vício.

9. Quando alguém viciado em pornografia deveria procurar ajuda pastoral?

Tão logo perceba que realmente se tornou um hábito que não consegue vencer sozinho, ou no caso de casados, quando percebe que não consegue libertar-se somente com a ajuda do cônjuge.

Muito embora alguém relute, envergonhado, em revelar seu problema secreto, é preferível sofrer esta humilhação do que mergulhar mais e mais neste vício danoso.

10. O consumo de pornografia é um problema que afeta somente os homens cristãos?

Infelizmente, não. Mulheres cristãs também têm sido afetadas e se tornam consumidoras de pornografia. Há um número crescente de mulheres envolvidas, de acordo com estatísticas recentes.

Antes, as mulheres eram mais viciadas em novelas e romances. Com o advento da Internet, são as principais freqüentadoras das salas de chat (bate-papo), onde tudo pode acontecer.

Em tempos recentes, mais e mais mulheres – inclusive cristãs – têm se tornado consumidoras de pornografia pela Internet.

Para alguns pesquisadores, as mudanças culturais pós-modernas têm engendrado mudanças na mente feminina, de forma neuroquímica e neuroanatômica, tornando-as mais propensas a consumir imagens e a ser mais agressivas.

11. Se uma pessoa casada está tendo problemas com pornografia, deveria confessar ao cônjuge?

Sim. No processo de vencer este hábito pecaminoso é importante ter alguém – de preferência o cônjuge – a quem prestar contas dos seus atos e pedir orações e apoio.

Além disto, consumir pornografia é pecado contra o cônjuge, pois se constitui em adultério.

Biblicamente, deveríamos confessar ao cônjuge e pedir-lhe perdão, além de seu apoio e ajuda para vencer o hábito.

12. Todas as formas de nudez são pornográficas?

Não necessariamente. Um dos ingredientes da pornografia é a intenção deliberada de provocar o despertamento sexual mediante a exposição do corpo humano.

Existem obras de arte, chamadas de “nus”, cuja intenção não é esta, e que não provoca qualquer reação de caráter sexual nos observadores. Também, a nudez no ambiente do casamento certamente não pode ser considerada como pornográfica.

13. É lícito ao cristão ver imagens de nudez apenas para apreciá-las como arte?

Devido ao fato que somos seres sexuados, é praticamente impossível se expor à nudez sem que haja despertamento sexual, fantasias, desejos, impulsos e intenções.

Isto é agravado pela presença da natureza pecaminosa no cristão, tornando-se praticamente impossível para um homem apreciar a nudez feminina sem o despertamento da lascívia e intenções sexuais.

Além disto, a indústria pornográfica produz imagens de mulheres e homens nus, não para serem apreciados como arte, mas para provocarem o excitamento sexual e a masturbação.

Por fim, ao cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3.21), Deus já indicou que a nudez deve ser velada e desfrutada apenas no ambiente de casamento.

14. Por que Deus cobriu a nudez de Adão e Eva?

De acordo com a Bíblia, o homem e a mulher viviam nus, ao serem criados, e não se envergonhavam (Gn 2.25).

Um dos primeiros efeitos do pecado foi passarem a ter vergonha de si mesmos, o que os levou a se cobrirem com folhas (Gn 3.7).

A nudez, antes inocente, agora estava marcada pelo estigma do pecado, como se ambos passassem a ter vergonha de expor seus órgãos genitais e sua intimidade diante um do outro e do próprio Deus (Gn 3.10).

Caridosamente, Deus confirmou a necessidade do casal em encobrir a sua nudez, dando-lhes uma cobertura mais duradoura, de peles, antes de expulsá-los do jardim (Gn 3.21).

Não sabemos ao certo porque o primeiro pecado trouxe a vergonha da nudez.

Certamente não foi porque tal pecado residiu nas relações sexuais, conforme popularmente difundido. Provavelmente porque os órgãos genitais expressam a intimidade maior de uma pessoa.

E agora que estavam manchados pelo pecado, Adão e Eva não desejavam ser vistos em sua intimidade.

15. A linguagem de textos bíblicos que falam das relações sexuais e do amor erótico pode ser considerada como pornográfica?

Não, pois tratam da sexualidade e das relações sexuais no contexto do casamento, onde estas coisas podem ser expressas com gratidão a Deus.

16. A masturbação é errada?

Este hábito está profundamente ligado à pornografia. A masturbação é errada porque envolve o uso de imagens mentais eróticas e fantasias sexuais, violando Mateus 5.28.

Dificilmente alguém se masturbaria pensando nas cataratas do Niágara.

17. Já que a pornografia é legal no Brasil, por que um cristão, que também é cidadão brasileiro, não pode consumi-la?

O motivo é que o cristão se rege primeiramente pela Palavra de Deus.

Ainda que no Brasil seja legal a publicação, veiculação e consumo de material pornográfico, contudo as Escrituras condenam a prostituição, a perversão sexual, o adultério, a sodomia, o lesbianismo, e outras práticas sexuais que são objeto da pornografia.

IV. Como Evitar e Libertar-se da Pornografia?

Não precisaremos de argumentos sociais, médicos e psicológicos para justificar a necessidade de evitarmos e nos libertarmos da pornografia tais como AIDS, destruição familiar, vício, desvio financeiro para esse fim, a falta de segurança e higiene nos locais destinados a esse fim, entre muitos outros.

Acreditamos que as razões bíblicas nos são suficientes para dizermos não, mesmo que tenhamos de lutar contra a nossa própria vontade e nosso próprio coração.

“Aquele que quer vir após mim, a si mesmo se negue...” são as palavras de Cristo para a nossa reflexão.

Uma vez que entendemos que a nossa natureza pecaminosa nos impulsiona para o mal (Rm 3.10-12), temos que buscar meios pelos quais possamos não sucumbir às muitas tentações que nos sobrevirão, cientes de que “não nos vem tentação que não seja humana, mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação nos proverá também o livramento, de sorte que podemos suportar” (1 Co 10.13); e ainda: “naquilo que ele mesmo (Cristo) sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2.18).

Tais promessas de Deus são como lenitivo para a alma. Mesmo que o salário do pecado seja a morte, “o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).

Confiados nessas verdades ficamos fortalecidos para lutar contra as nossas concupiscências e fazer a vontade de Deus, pois “Ele é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresentar com exultação, imaculados, diante da Sua glória” (Jd 24).

Ao final do nosso estudo, concluímos que a pornografia é um mal que deve ser enfrentado e combatido.

V. Vejamos agora com exclusividade as 20 dicas para se libertar da pornografia

1. Ter cuidado com o legalismo. Paulo escrevendo aos Colossenses diz que as doutrinas dos homens como: “não manuseies isso ou não toques naquilo... não terão valor nenhum contra a sensualidade” (Cl 2.21-23).

A mera letra não nos fará fugir da tentação, se não for acompanhada de uma disposição muito forte do nosso coração de abandonarmos o prazer que a pornografia porventura nos proporcione.

Evitar lugares que inspirem sensualidade. Uma vez livre do legalismo, cada homem ou mulher deve conhecer suas limitações e jamais provar seus limites.

Temos que deixar morrer a nossa natureza terrena (Cl 3.5-8). Aqui cabem as palavras do Salmo 1: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Baseados nestas palavras sugerimos as seguintes atitudes:

a) Escolher bem as amizades. Evitar aqueles amigos que tentam nos desviar, não fazendo caso da Palavra de Deus.

b) Aconselhar-se com pessoas crentes e sábias, e não com os ímpios.

c) Elevar os nossos pensamentos a Deus. Meditar dia a dia na Sua Palavra (Sl 1:2).

d) Fazer nosso culto particular a Deus e encher nossos pensamentos com coisas edificantes.

Em Filipenses 4.8, Paulo nos ensina em que pensar: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento”.

2. Uma mudança de hábitos. É necessário fugirmos da tentação, antes que ela bata à nossa porta. Adquirir os seguintes hábitos pode ser muito proveitoso na hora de evitar e libertar-se da pornografia:

a) Dormir cedo, evitando assim os programas televisivos noturnos, que, via de regra, possui conteúdo sexual.

b) Ficar na Internet apenas o tempo necessário. Não ficar muito tempo sozinho diante do computador.

c) Ocupar o tempo livre (isso não inclui nossa devocional) com atividades esportivas e edificantes.

e) Evitar envolver-se em qualquer tipo de conversação torpe (Ef 5.3-7).

3. Muito importante é evitar radicalmente o acesso a revistas, vídeos, programas televisivos e sites pornográficos.

4. Estimular o culto doméstico. É sempre bom a família estar unida em torno da Palavra de Deus. Este hábito fortalece o cristão.

5. Ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas;

6. Pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens;

7 . Desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia;

8 . Não esquecer que muitos pastores podem precisar eles mesmos de ajuda;

9 . Criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomarem posições bem definidas contra a pornografia);

10 . Desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa;

11. Tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da igreja, expondo o ensino bíblico de forma positiva;

12 . Orar especificamente pelo problema.

13 . Você levaria pornografia para a igreja e ficaria olhando esse tipo de coisa durante um culto? Deus está presente tanto no culto quanto em seu quarto.

14 . Encare a possibilidade de que você pode ainda não estar salvo. Examine-se para ter certeza de que Cristo vive em você (2 Co 13.5) V. Rm 6.11-22; 8.1-14; Ef 5.3-8.

15 . Admita que, quando se entrega à pornografia, você está praticando imoralidade sexual. Lembre-se de que Jesus falou sobre cometer adultério no coração (Mt 5.27-28).

16 . Compreenda a natureza grave do pecado. Jesus disse que seria melhor ser cego e entrar no céu do que ter olhos perfeitos que o fazem pecar e ir para o inferno (Mt 5.29).

17. A pessoa que professa a fé cristã e ao mesmo tempo faz uso de material pornográfico evidentemente não está tendo temor de Deus (Pv 16.6). Cultive o temor a Deus lendo Pv 2.1-5.

18 . Memorize Tg 1.14-15 ; I Co 10.13. Siga o exemplo de Jesus (Mt 4.3-11) e recite a palavra de Deus quando estiver sendo tentado (v. Ef 6.12-20; o Salmo 51 e faça dele sua oração pessoal.

19 . Não dê lugar aos desejos da carne (Rm 13.14; I Pe 2.11). Bloqueie todo o acesso possível a qualquer material pornográfico – seja na Internet, seja em revistas, na televisão, filmes . Não ponha mais lenha na fogueira.

20 . Guarde o seu coração com todo o zelo (Pv 4.23). Não deixe o reino dos demônios ter acesso aos seus pensamentos. Se baixar a guarda neste lado, você será escravizado (Rm 6.16). Leia a Bíblia todos os dias, sem falhar.

Quando você se submeter a Deus, o diabo fugirá de você (Tg 4.7-8; I Co 9.27).

Poderíamos colocar aqui muitas outras formas para ajudar cada um a fugir da pornografia, mas o mais importante de tudo, muito além de se colocar regras e estabelecer limites, é deixar muito claro que a raiz do problema não é nenhum desses fatores externos, mas o próprio coração do homem que é depravado e descomprometido com Deus, o Criador de todas as coisas.

O antídoto é a fé confiante no poder do evangelho de Cristo que pode e muda o nosso caráter, imprimindo em nós uma nova natureza, regenerada e capaz, pela graça de Deus, de dizer não ao pecado.

Que Deus nos ajude a fugir cada vez mais da prática promíscua do pecado e nos dedicarmos ao Reino de Deus, amém!

Ouçamos a voz de Deus, através das Sagradas Escrituras, e busquemos a santidade oferecida no sangue de seu Filho Jesus Cristo: “tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (1 Co 7.1).

Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém!


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