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VASOS DE ALABASTRO
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“E, estando Ele [Jesus] em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, Lho derramou sobre a cabeça. E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de ungüento? Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-los aos pobres. E bramavam contra ela. Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-Me boa obra.” (Marcos 14.3-6)


Uma mulher despejava um valiosíssimo perfume sobre Jesus, e depois quebrava, diante do Senhor, o vaso de alabastro que guardava o perfume. Muitas são as lições que podemos retirar desse ato de adoração.

Muitas vezes queremos encontrar Jesus e O procuramos em locais distantes, isto é, nas outras pessoas, nos objetos, nos grandes eventos, nas notícias... no mundo. Cremos mesmo que Jesus Se faça presente no meio dos grandes, dos poderosos, dos evidentes. Outras vezes, pensamos que Jesus deva estar somente com as pessoas que aparentemente vivem “sem pecados”, que estão salvas e que não se envolvem com o mundo.

Mas Ele mesmo nos lembra que “os sãos não necessitam de médicos, e sim os que estão doentes.” (Marcos 2.17)

Ao contrário do que imaginamos mais habitualmente, Jesus está bem próximo... no meio de nós. Este geralmente é o último lugar onde buscamos Cristo: ao nosso redor. Cremos que Ele seja alguém tão afastado e difícil de acessar, mas não atentamos para o fato de que Jesus está somente a uma oração de nós.

E uma oração sincera, na vida de quem precisa de Cristo e O reconhece como seu Senhor e Salvador Eterno e Suficiente, pode fazer a completa diferença.

Aquela mulher se aproximou de Jesus. Ela fez isso espontaneamente e sem interesses materiais. Ela viu Jesus pobre, trabalhador, de mãos calejadas, anunciando-Se ser o Filho de Deus e proclamando um Reino Sobrenatural. Ela não observou se Jesus Lhe prometia fazendas, riquezas, oportunidades de bons empregos ou viagens para outros países. Ela não intentou esperar dEle um nome em evidência, sucesso, fama, dinheiro, até porque não via nEle condições materiais para tal. Não. Ela simplesmente reconheceu Jesus como o Senhor que Ele mesmo anunciava e demonstrava ser. E ela O adorou por isso.

E essa é outra atitude dos verdadeiros adoradores do Senhor: eles se achegam a Deus, antes de serem chamados por Ele. Eles também se achegam a Ele sem interesses, e O adoram pelo que Ele é, primeiramente. Buscam mais Sua face que Suas mãos. Verdadeiros adoradores reconhecem a necessidade que eles têm de estarem próximos de Deus. Eles reconhecem o merecimento de Deus em ser adorado e, por isso, se prontificam espontaneamente a estarem junto do Senhor, servindo-O, adorando-O e honrando-O.

Havia discípulos junto de Jesus naquele momento. Mas a mulher desconhecida achou de honrar Jesus entre todos os presentes. O verdadeiro adorador honra a Deus sobre tudo e sobre todos. E não se envergonha disso. Ao contrário: como aquela mulher se expôs (aparentemente ao ridículo, para os presentes), quem ama o Senhor também não se importa em se expor para honrar a Deus e dar-Lhe demonstrações de amor e reverência.

Infelizmente, existem muitas pessoas que se dizem cristãs, cantam dentro dos templos e se auto-intitulam “adoradoras” de Deus. Mas sentem vergonha até mesmo de andar nas ruas com suas Bíblias nas mãos ou de saudar um irmão com “A Paz do Senhor!”, como saúdam os santos.

O alabastro é um tipo de rocha muito branca e translúcida, isto é, que deixa passar a luz sem permitir que vejam os objetos em seu interior. Vemos que o alabastro não foi citado pela Bíblia por acaso, ou apenas para descrever uma cena de adoração, mas ele tem um grande significado para nosso crescimento espiritual.

A glória de Cristo, Sua adorável presença, Seu afeto natural e santo, Sua Luz, Sua Paz, penetravam na vida daquela mulher, como a luz penetra no vaso de alabastro. Para muitos aquela mulher continuava sendo uma pecadora, assim como um vaso de alabastro continua sendo um vaso num canto qualquer, por mais luz que ele receba. Mas o interior dela, o que realmente havia dentro dela, conseguiu impressionar Jesus e chamar a atenção das pessoas que se faziam presente.

A vida de um adorador muitas vezes passa desapercebida aos olhos dos homens. Ele não faz nada para se engrandecer nem chamar a atenção. Aquela mulher estava ali, provavelmente ajudando a servir os discípulos e Jesus assentados à mesa, mas tinha seu interior cada vez mais iluminado pela Luz do Salvador; era convencida cada vez mais que Ele era o Senhor... e num momento não pôde se conter e realizou uma atitude extravagante para demonstrar o que (ou quem) Jesus significava para ela. Ela não fez nada pensando em si, em ser honrada ou exaltada pelos homens. Ela se expôs sem medidas para demonstrar – com sua atitude – algo que sentia pelo Senhor.

Adoradores sinceros são assim: eles não precisam de holofotes,nem de palcos ou um nome em evidência, mas no anonimato eles conseguem ter atitudes que alcançam o coração de Deus e atraem Sua presença para si.

O nardo era o perfume mais caro que havia. Uma libra – 327g – de nardo custava cerca de 300 drenários – equivalente a 300 dias de trabalho de um operário. E Maria (citada por João 12.3) entregava o melhor que ela tinha.

Falta hoje essa atitude dos adoradores do Senhor. Por isso o Senhor diz estar procurando “verdadeiros adoradores” (João 4.23-24). Há adoradores e verdadeiros adoradores. Os primeiros geralmente reservam algo de si e para si. Geralmente escolhem o que será entregue para o Senhor, mas não com o intuito de dar-Lhe o melhor, porém, o que for mais prático, mais fácil, mais em conta. Verdadeiros adoradores, porém, não se contentam em oferecer ao Senhor coisas sem valor, sem um preço honroso, sem um custo, porque entendem que Deus merece o melhor – e que tudo o que façamos, por melhor que seja, ainda será pouco diante do que Deus realmente merece.

Davi era um exemplo de um verdadeiro adorador e honrava a Deus, proclamando que não ofereceria “ao Senhor holocaustos que não lhe custassem algo” (1Crônicas 21.24). E foi assim que ele conseguiu ser “um homem segundo o coração de Deus.” (1Samuel 13.14; 16.1-13)

Vemos, ainda, que o nardo que a mulher oferecia a Jesus era puro. E entendemos com isso que nossa decisão em adorar deve ser pura, isto é, sincera, sem misturas. Quando nos dispomos a viver para Deus, devemos deixar qualquer tipo de mistura, de fermento, de combinação. Não há comunhão das trevas com a luz nem sociedade da justiça com a injustiça (2Coríntios 6.14).

Há quem recorde das coisas que vivia antes de Cristo (como Israel se lembrava das coisas que recebia no Egito – Números 11.1-6), e também há quem observe o que poderia ter se não tivesse renunciado interesses por Jesus (coxeia entre o mundo e a Igreja – 1João 1.6-7).

Problemas, lutas, provações, muitas vezes também se interferem no nosso relacionamento com Deus. Pensemos, pois, nas possíveis situações que aquela mulher vivia em sua época: (1) a mulher era bastante inferior ao homem naquele tempo; (2) ela estava num local onde havia mais homens que mulheres e, provavelmente estava ali para servir e não para se pronunciar; (3) quem nos garante que ela não tinha problemas financeiros, pessoais, familiares, profissionais... etc?

Mas sua necessidade de adorar superou tudo isso. Ela não se lembrou das adversidades. Ela somente se entregou à vontade de render ao Senhor a honra que ela poderia Lhe prestar naquele momento. Sejam quais forem as adversidades de nossas vidas hoje, nossa intenção de adorar a Deus em espírito e em verdade deve superar qualquer empecilho.

Uma vida oferecida ao Senhor não deve titubear entre dois pensamentos (1Reis 18.21), mas se dedicar a viver o novo homem na pessoa de Jesus. E isso também nos leva a observarmos o motivo pelo qual, além de derramar o perfume do vaso, Maria também tenha quebrado o vaso.

Para os judeus, quebrar um vaso ou um cálice, uma taça, enfim, significa dizer publicamente: “Este objeto jamais será usado para outro propósito!”. Publicamente vemos a mulher anunciando a todos que sua vida, desde então, seria dedicada à adoração ao Mestre. Ela estava entregando seus sonhos, seus desejos, seus pensamentos, seus sentimentos, seu íntimo, seu interior (o perfume) para Jesus, e também estava proclamando que seu corpo, suas relações, suas atitudes, seu exterior (o vaso) não se voltariam para outro fim, senão para viver em submissão a Jesus.

Ela tinha certeza do que queria: sem misturas, sem ficar “em cima do muro”, ela decidiu viver para Cristo e por Cristo. Ela decidiu ser uma verdadeira adoradora.

E o fato de ter derramado o perfume sobre Cristo e depois ter quebrado o vaso, ainda nos permite entender que devemos reconhecer o lugar de Cristo e o nosso lugar no Reino: Jesus, ungido pela cabeça, coroado e honrado com glórias sobre tudo e sobre todos; nós, quebrados, humilhados, prostrados e rendidos aos Seus pés.

Quem está alheio a esse relacionamento de intimidade e comunhão com Deus não entende tais palavras. E como alguns que estavam presente naquela cena, procuram anular o crédito de tais atitudes de adoração. São pessoas que estão desfocalizadas da vontade de Deus, e ainda se tornaram especialistas em julgar, opinar e até inibir posturas adoradoras, de santificação e de familiaridade com o Pai.

Tais pessoas não estão distantes de nós. Estão distantes de Deus mas nos cercam a todo instante, sempre prontas a nos desmotivar em nossa busca constante pela unidade com o Senhor.

Mas Jesus reconhece Seus adoradores. Ele entendeu a atitude daquela mulher e declarou que “ela fez-[Lhe] boa obra” (Marcos 14.6). E isso realmente é o que importa. Nos esforçarmos por chamar a atenção de Deus pela extravagância da adoração nem sempre agrada as pessoas que nos observam.

Quando conseguimos atrair o olhar do Senhor para nós com nossas atitudes de fé e amor para com Deus, significa que estamos trilhando o caminho certo... o caminho onde a adoração deixa de ser religiosidade e tradições e passa a ser um relacionamento íntimo e sincero com o Senhor.

Um vaso quebrado e um perfume derramado movem os corações dos homens; uma vida quebrantada e um ser contrito movem o coração de Deus.



Vamos orar...

“Pai, com essa tão pequena atitude da mulher que quebrou seu vaso de alabastro e derramou o seu perfume caro sobre Jesus, recebo ensinamentos diferentes e imprescindíveis para minha vida de comunhão Contigo. O Senhor não espera que eu faça obras impactantes e colossais, mas deseja que meus pequenos gestos do dia-a-dia demonstrem atitudes de um verdadeiro adorador. Tudo o que o Senhor me mostrou hoje por esta Palavra possa ser vivo e latente em meu ser, me servindo de suporte para modificar minha vida e alinhá-la à personalidade de um verdadeiro adorador... alguém que Te atrai, que Te convence a me olhar, a prestar atenção em mim. Quero ser livre para Te adorar em espírito e verdade, como alguém que já morreu e ressuscitou em Cristo. Quero me despir de mim mesmo pra te ofertar o melhor louvor e a melhor adoração que eu puder. E que a minha mais bela e perfeita canção seja a minha vida, dedicada exclusivamente para o Senhor, pela santificação e busca constante de intimidade Contigo. Em nome de Jesus – a razão da minha nova vida, eu oro. Amém.”

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Publicado em: 7/11/2010


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