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Onde Foi Parar a Piedade?
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Nós vemos o apóstolo Paulo se dirigindo a Timóteo para que se exercitasse pessoalmente na piedade (I Tim 4.7), uma vez que viriam tempos trabalhosos em que os homens teriam a forma de piedade, mas negariam o seu poder (II Tim 3.5), dos quais ordenou a Timóteo que se afastasse deles.

Os dias seriam difíceis por causa desta aparência de piedade religiosa sem que a fosse de fato, de maneira que muitos seriam enganados e conduzidos a um modo de vida cristã que não poderia de modo algum agradar a Deus.

Com o intuito de fundamentar os crentes na verdade todos os apóstolos dirigem sérias advertências em suas epístolas quanto ao dever de se crescer na graça e no conhecimento de Jesus para que se tenha um testemunho de vida cristã verdadeiro e maduro, apto para o serviço de Deus e para a comunhão entre os crentes em amor.

É a isso que o apóstolo Pedro se refere em sua segunda epístola quando, com vistas a tal crescimento espiritual rumo à necessária maturidade, aponta os degraus de graças nos quais o crente deve avançar rumo à citada maturidade:

“5 E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência,

6 E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade,

7 E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.

8 Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.” (II Pedro 1.5-8)

Como não poderia deixar de ser, ele começa com o degrau da fé, pelo qual os crentes tiveram acesso à conversão, com a justificação e a regeneração, e com a qual devem também prosseguir na santificação progressiva durante toda a sua jornada espiritual.

À fé deve ser seguida por um caminhar debaixo do poder, direção e instrução do Espírito Santo, ao qual ele chama resumidamente de virtude, e que bem sabemos tratar-se da unção do Espírito, do enchimento do Espírito, que deve ser continuamente buscado pelos crentes.

Mas, há ainda outros degraus na vida espiritual que devem ser acessados com o tempo de nossa caminhada no Senhor. E o próximo citado pelo apóstolo é a ciência, ou conhecimento da vontade de Deus, especialmente a revelada na Palavra, que o instrumento da nossa santificação pelo Espírito.

Tendo alcançado estes degraus, o próximo em ordem é a temperança, ou domínio próprio, um fruto do Espírito Santo, obtido pelo exercício da negação do nosso ego, para sermos conduzidos pela mente de Cristo, segundo instrução e direção do Espírito.

Alcançado este ponto, estamos em condições de avançar para exercer o próximo degrau que se refere à paciência cristã, e sobre a qual todo um compêndio poderia ser escrito, mas que podemos resumir como sendo particularmente a imitação da longanimidade de Deus, sendo tardios para nos irarmos, e para falar, e prontos para ouvir, conforme o dizer do apóstolo Tiago. Está em foco aqui, a capacidade aprendida em diversas provações e exercícios espirituais, a suportar ofensas, ingratidões e toda sorte de danos e perseguições, sem perder a paz e alegria de Cristo no coração.

Este já é um grau de crescimento espiritual bastante recomendável, mas falta ainda ser-lhe acrescentado os degraus da piedade e do amor, que são apresentados pelo apóstolo Pedro, nesta ordem. A piedade está relacionada à vida de devoção a Deus, não apenas externa, mas sobretudo interna, de coração, quanto à adoração, louvor, oração, ações e reações cristãs especialmente na comunhão dos santos. E amor, cujas características essenciais são destacadas pelo apóstolo Paulo em I Coríntios 13, dispensa maiores comentários.

Concluímos então que a plenitude do amor de Cristo não poderá ser vista no crente ou na congregação de crentes em que tais degraus anteriormente citados não tiverem sido alcançados na experiência da prática da vida cristã.

Na verdade, todas estas graças são alcançadas e aperfeiçoados mediante exercício, ou seja, por serem praticadas, por nos empenharmos em agir de acordo com o que a Palavra nos ensina e exige de nós em relação a elas.

O apóstolo Paulo se expressa a respeito desta forma de Pedro definir ou crescimento espiritual à estatura de varão perfeito (amadurecido) usando outras formas de expressão, como a que encontramos por exemplo em Efésios 4.11-16:

“11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,

12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;

13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,

14 Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.

15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

16 Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.”

Ou ainda:

“3 E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança,

4 e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança;

5 e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Rom 5.3-5).

Aqui, pretendemos, com a tradução deste livro de Archibald Bonar, focarmos apenas no assunto da piedade, principalmente com o propósito de aprendermos que a par de o crente ter recebido todo o aparato da graça em semente na conversão, é necessário fazer crescer e aparecer tudo o que se refere a Cristo, para que o propósito eterno de Deus se cumpra em sua vida.

Alguns crentes entraram pela porta da fé, e sequer avançaram na da virtude e do conhecimento, e não tendo avançado nestas, muito menos terão avançado nas portas do domínio próprio, da paciência e da piedade, as quais tendo sido percorridas, são o caminho normal para a grande porta do amor em sua plenitude em maturidade.

Os apóstolos lutaram e deixaram escrito para nós em suas epístolas tudo quanto nos convém, e se esforçavam para que fosse aprendido e praticado por todos os crentes. A falta da mesma diligência no ensino e aplicação de tais coisas, explica a grande carnalidade que campeia uma grande parte da igreja atual em todo o mundo.






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Silvio Dutra
25dutra@gmail.com
Igreja Orgânica de Jesus na Abolição
Rio de Janeiro - RJ

Publicado em: 2/5/2017


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