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Ossos
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Vou aproveitar que na última sexta-feira introduzi a questão da indolência espiritual reinante - argumentei que muito cristão acha que quando for a hora vai dar conta do recado e acaba negligenciando o período de preparação, de estudo da Bíblia e de oração, que lhe é concedido agora - para chamar sua atenção para outro texto muito interessante da Bíblia.

Está em Ezequiel 37. O profeta tem uma visão de um vale cheio de ossos secos, ou seja, restos de pessoas mortas há muito tempo. Deus lhe pergunta se esses ossos podem tornar à vida e embora a lógica mandasse dizer que não, o profeta sabiamente devolve a pergunta a Deus, que, então, pede que ele profetize aos ossos prometendo que eles serão vivificados.

Depois de Ezequiel cumprir a ordem, ouviu-se um ruído e os ossos foram se aproximando e se juntando. Na seqüência ele viu nervos, depois carne e por fim pele. Uma multidão de corpos feitos, só que ainda inanimados. Deus lhe pede que profetize ainda mais uma vez e o que havia pouco tempo era um vale de ossos secos se tonra um exército gigantesco.

No próprio capítulo é dada esta explicação a Ezequiel: "e porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, o falei e o cumpri" (v. 14).

Esse curioso trecho da Bíblia me diz algumas coisas:

1) a igreja está morta. O verso 11 identifica o vale como Israel e Apocalipse 3 diz que a igreja tem fama de que vive, mas está morta, e diz na seqüência que ela é morna e Deus não tolera esse chove-não-molha;

2) há uma promessa de mudança nesse quadro e quem a opera é Deus;

3) o mecanismo empregado por Deus para essa metamorfose é a concessão de seu Espírito, fazendo brotar no vale de mornidão um exército impressionante;

4) o Espírito, contudo, não pode entrar em ossos desconjuntados. É preciso que eles se juntem, que formem anatomias e acumulem carnes para que o Espírito tenha o que mexer;

5) esse preparo acontece mediante o falar do profeta, que começa com um pedido para que os ossos escutem (v. 4). Logo, a preparação para a descida do Espírito implica em que isso que hoje não tem condições de suportar o Espírito comece escutando ao profeta, comece dando ouvidos à Palavra de Deus;

6) não preciso temer quanto ao futuro da igreja. Ele é glorioso, mas depende de uma atitude de volver às fontes da Palavra de Deus. Se ela está na Bíblia, é preciso abri-la e ler. Se ela está na igreja, também, é preciso estar lá e com os ouvidos atentos;

7) corpos marchando pelo vale configuram algo que supera em muito os mais desvairados sonhos daqueles ossos enquanto ossos. Mas, com certeza, também configuram um sonho bem diferente do que eles poderiam ter. O sonho de Deus é muito alto, mas pode frustrar o nosso sonho terrestre.

Nosso trabalho na verdade é muito pouco e muito fácil. Basta procurarmos a Deus - que está louco para ser encontrado. O mais é com Ele. É Ele quem junta os ossos, os nervos, a carne, a pele e então concede o fôlego para sermos muito mais do que aspiramos. Não há desculpas. Definitivamente, empurrar a coisa com a barriga não tem perdão.


Marco Aurelio Brasil Lima /Levi de Paula Tavares
levipt@yahoo.com.br

Publicado em: 11/7/2005


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