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Natureza do Louvor da Igreja
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Publicado em: 3/10/2012
Por: Silvio Dutra
Pastor
25dutra@gmail.com
Igreja Orgânica de Jesus na Abolição
Rio de Janeiro-RJ

E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras.” (Mt 26.30)

Nosso Senhor Jesus Cristo e os apóstolos entoaram um cântico de louvor a Deus, depois de terem celebrado a Páscoa, tomando a Ceia com a qual nosso Senhor instituiu a Nova Aliança que seria feita com o derramamento do Seu sangue em Sua morte de cruz.
Aquele cântico de louvor foi entoado em meio a uma ocasião dramática. Era uma hora de grande tensão. Assim, acharam no cântico de louvor algum conforto e alívio para tudo o que enfrentariam dali em diante, traduzido nas muitas provações e sofrimentos que teriam que suportar.
A ocasião não permitiria qualquer formalidade ou cerimonialismo para que aquele cântico fosse entoado. Nenhum dirigente de louvor foi conclamado para estar à frente de todos dirigindo o louvor. Nem mesmo nosso Senhor assumiria tal posição, porque cantou como um irmão entre irmãos, apesar de ser o Mestre e Senhor deles.
Agora, quando nos voltamos para o que se chama de ministério de louvor em nossos dias, quantas diferenças encontramos em relação àquilo que ocorria na Igreja Primitiva, quando os crentes reunidos louvavam a Deus.
Embora não concorde com tudo o que Frank Viola expressa sobre este assunto em seu livro intitulado Cristianismo Pagão, que se encontra em domínio público na Internet, gostaríamos de destacar umas poucas passagens do citado livro, que são dignas pelo menos da nossa reflexão:

“Entre em qualquer igreja moderna e verificará que a liturgia virtualmente começa com hinos, corinhos ou cânticos de louvor e adoração. Não há exceções.
Em cada caso haverá uma pessoa (ou um grupo de pessoas) dirigindo e controlando a música. Nas igrejas mais tradicionais será o “regente do coral” ou o “ministro da música”. Ou o próprio coral. Nas igrejas mais contemporâneas, será o “líder do louvor” ou a “equipe de louvor e adoração”.
Quando chega a hora do sermão sagrado, os que “dirigem a adoração” selecionam os cânticos que serão cantados. Eles começam a cantar tais cânticos. Eles decidem como devem ser cantados. Eles decidem quando terminar. O povo de Deus de maneira alguma dirigirá os cânticos. Eles são dirigidos por alguém que muitas vezes pertence ao corpo clerical — ou alguém que recebe uma honra similar.
Isto contrasta fortemente com a maneira de fazer as coisas durante o século I.
Na Igreja Primitiva, a adoração e a música estavam nas mãos do povo de Deus.
A própria igreja dirigia seus próprios cânticos. Cantar e dirigir cânticos eram questões de âmbito coletivo, não um evento profissional dirigido por especialistas.
Com o advento do coro na igreja cristã, a música escapou das mãos do povo de Deus para as mãos do pessoal clerical composto por cantores treinados.
Pelo ano 367 d.C., a música da congregação foi completamente eliminada. Sendo substituída por corais treinados. Assim, pois, nasceu o cantor profissional na igreja. O ato de cantar na adoração cristã agora estava sob o controle do clero e do coral...
É interessante, mas não há qualquer evidência de instrumentos musicais na igreja cristã até a Idade Média.
Após esse período toda música durante o culto era realizada sem instrumentos.
Os pais da igreja tinham uma visão negativa dos instrumentos musicais, associando-os com imoralidade e idolatria.
Calvino continuou esta prática. Ele achava que os instrumentos musicais eram pagãos. Conseqüentemente, por dois séculos, as igrejas reformadas cantaram salmos sem o uso de instrumentos.
Os primeiros corais protestantes começaram a prosperar em meados do século XVIII. Foram determinados assentos especiais aos membros do coro para mostrar sua condição (função, posição) especial.
Em muitas das igrejas contemporâneas, sejam carismáticas ou não, o coro foi substituído pelo fenômeno recente do grupo de louvor.
“O tempo de louvor e de adoração” normalmente dura de a 30 a 40 minutos. Os primeiros cânticos usualmente são corinhos animados e positivos de louvor. Depois a equipe dirige a congregação em uma música animada, batendo palmas, balançando os corpos com as mãos levantadas (às vezes dançando), em um poupurri de música individualista, suave e adoradora. (O enfoque de todos os cânticos é uma experiência individual). Os pronomes na primeira pessoa — “eu, mim, meu” — (virtualmente dominam em cada cântico).

Então alguém pergunta, “Que mal há em um líder de coro, um líder de adoração, ou uma equipe de louvor, dirigindo a música na igreja?” Nenhum, exceto que isto rouba do povo de Deus uma função vital: A função de selecionar e de dirigir sua própria música nas reuniões — de ter o louvor divino em suas próprias mãos — de permitir que Jesus Cristo dirija a música de Sua Igreja em vez de um diretor humano.
Atente para a descrição de Paulo referindo-se a uma reunião da congregação: “Cada um de vocês traga um cântico…”. “Falando um ao outro com salmos, hinos e cânticos espirituais”. Dirigentes de música, coros e equipes de louvor dificultam isso. Também outros especialistas limitam a direção de Cristo — especialmente em Seu ministério de dirigir os irmãos em cânticos ao Seu Pai. Sobre este ministério (do qual bem pouco se conhece hoje) o escritor dos Hebreus disse, “Nós que fomos santificados por Jesus, temos agora o mesmo Pai que Ele. É por isto que Jesus não Se envergonha de nos chamar seus irmãos. Porque Ele diz no livro dos Salmos: "Falarei aos meus irmãos a respeito de Deus meu Pai e juntos [Ekklesia] cantaremos seus louvores"“.
Quando apenas os talentosos podem cantar cânticos de louvor este fica mais próximo do entretenimento do que da adoração coletiva. Onde apenas aos “qualificados” é permitido participar no ministério de dirigir a música.
O louvor é um ministério que está ao alcance de todo povo de Deus.
Eu participo de igrejas onde cada membro é livre para iniciar um cântico espontaneamente. Imagine: Cada irmão e irmã dirigindo cânticos sob a direção de Cristo! Cada irmão e irmã escrevem seus próprios cânticos trazendo-os à reunião para que todos possam aprendê-los. Um após o outro. Sem perda de tempo. Todos participando nos louvores. Cristãos medianos, normais, gente comum, etc. Sem um líder visível presente. Tal experiência, embora desconhecida na igreja institucional, está disponível para todos os que queiram experimentar a direção de Cristo em uma reunião. Além disso, a música em tais congregações é intensamente coletiva em vez de individualista e subjetiva.
A equipe de adoração é linda, mas há algo bem mais elevado e infinitamente mais rico. É hora do ministério do louvor e dos cânticos sair das mãos do clero de “segunda categoria” e ser devolvido ao povo de Deus.”


 

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