Porque os cananeus eram chamados de cachorrinhos?

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Há um relato Bíblico em que uma mãe não para de seguir Jesus e pedi-lo para livrar sua filha da possessão de demônios. Porém, parece que Jesus a ignora, e seus discípulos até mesmo dizem para ele mandá-la ir embora. Depois, Cristo fala uma frase em que ele parece chamar a mulher e seu povo de “cachorrinhos”.

Ao fazer isso, Jesus aparenta ser preconceituoso com aquela mulher, e este relato desperta dúvidas em muitas pessoas. Você é uma delas?

Se sim, vem comigo que eu tento te responder a dúvida mais comum sobre este relato agora mesmo.

Entendendo o relato em que Jesus usa a palavra “cachorrinhos”

Para começar, precisamos entender este relato e o que está por trás dele. Dois evangelistas mencionam este acontecimento: Mateus e Marcos. Foquemos então no relato de Mateus, que diz:

“E uma mulher fenícia que morava naquela região se aproximou e gritou: “Tenha misericórdia de mim, Senhor, Filho de Davi. Minha filha está possuída por um demônio que a atormenta cruelmente.” Mas ele não lhe disse nenhuma palavra em resposta. De modo que seus discípulos vieram e lhe pediram: “Mande-a embora, porque ela continua a gritar atrás de nós.” Ele respondeu: “Fui enviado apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mas a mulher veio e se curvou diante dele, dizendo: “Senhor, ajude-me!” Em resposta, ele disse: “Não é certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos.”” (Mateus 15:22-26)

Quem ler até este versículo conclui que Cristo na verdade não passa de apenas mais um dos muitos judeus preconceituosos em Israel. Pelo visto, até seus discípulos pensaram isso, já que disseram para ele a mandar embora.

Porém, conhecendo Jesus, é meio estranho acreditar que ele seria preconceituoso com qualquer tipo de pessoa, não concorda? O contexto após este versículo prova claramente que não havia preconceito da parte de Cristo.

O relato diz:

“Ela disse: “Sim, Senhor, mas na verdade os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos.” Jesus respondeu: “Ó mulher, grande é a sua fé! Que lhe aconteça conforme você deseja.” E a filha dela ficou curada daquele momento em diante.” (Mateus 15:27, 28).

O que Jesus quis dizer?

Se Cristo realmente fosse preconceituoso, será que ele teria curado a filha da mulher apenas por suas palavras em resposta ao que ele disse? Provavelmente, você concorda comigo que a resposta é não!

A verdade é que há outro motivo pelo qual Jesus disse essa frase e usou a expressão “cachorrinhos”. Provavelmente o que vemos é uma ilustração referindo-se ao preconceito dos judeus da época.

Pare e pense um pouco: Cristo não usou a palavra “cachorro”, mas sim algo no mínimo carinhoso, em que ele chama os não judeus de “cachorrinhos”.

Ou seja, ele não está menosprezando aquela mulher, mas sim mostrando compaixão.

Por outro lado, a mulher não se sente ofendida com o que ele diz, mas responde conforme a ilustração que ele fez.

Desta forma, ela mostra que entendeu exatamente o que ele quis dizer. Jesus talvez tenha falado com um tom de voz amoroso e até mesmo mostrado uma expressão facial de piedade.

Do contrário, não faria muito sentido a mulher continuar insistindo para que ele curasse a filha dela. Ela teria em mente que, se ele tem este preconceito presente em si, não haveria porque ele curar sua filha.

Dessa forma, podemos ter certeza de que as intenções de Jesus nunca foram ofende-la, mas sim mostrar que pode mostrar compaixão para com os não judeus também.

Além disso, Cristo reconheceu o tamanho da fé dela. Ele não disse que a menina ficaria boa, mas sim que o desejo daquela mãe seria aconteceria.

Conclusão

Jesus com certeza tinha ótimas intenções a usar a palavra “cachorrinhos” com aquela mãe e o povo dela. Por isso, podemos ter certeza de que seu exemplo continua sendo o melhor para seguirmos e que devemos fazer isso prontamente!

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